Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sistema solar invertido, anomalia incomum é descoberta

Sistema exoplanetário a 116 anos-luz desafia o modelo tradicional ao abrigar planeta rochoso externo, sugerindo formação fora do padrão solar

Reprodução artística do sistema
0:00
Carregando...
0:00
  • Sistema exoplanetário LHS 1903, a cerca de 116 anos-luz, tem quatro planetas orbitando uma estrela anã vermelha.
  • O planeta mais interno é rochoso, os dois seguintes são gasosos e o externo também é rochoso, configurando uma sequência invertida em relação ao que ocorre em muitos sistemas.
  • A posição desvia do padrão conhecido, em que planetas rochosos ficam próximos e gigantes gasosos ficam mais distantes.
  • Os cientistas defendem o mecanismo de formação “com escassez de gás”, em que os planetas se formam em sequência começando pelo interno, com menos gás disponível para o externo.
  • A descoberta usou dados do Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS, NASA) e do Satélite de Caracterização de Exoplanetas (CHEOPS, ESA), com participação internacional, e o estudo foi publicado na Science.

Um sistema exoplanetário inusitado foi confirmado a cerca de 116 anos-luz da Terra, desafiando modelos tradicionais de formação de planetas. A descoberta envolve quatro planetas orbitando a estrela LHS 1903, uma anã vermelha comum no universo.

Os primeiros dados indicam que o planeta mais interno é rochoso, seguido por dois mundos gasosos, com o planeta mais externo também rochoso. Tal arranjo contraria o padrão observado no nosso Sistema Solar, no qual rochosos ficam mais perto e gigantes gasosos mais afastados.

A equipe que estudou o sistema enfatiza que a configuração pode alterar a compreensão da formação planetária ao redor de estrelas comuns. A pesquisa surge de uma colaboração entre observatórios da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), com dados do TESS e do CHEOPS, complementados por outros telescópios.

O que torna LHS 1903 especial

Os cientistas descrevem o sistema como um caso extremo, pois o planeta rochoso mais externo não se encaixa na teoria tradicional de formação sob pressões térmicas altas no disco protoplanetário. A hipótese mais debatida aponta para uma formação em etapas, com pouca disponibilidade de gás no disco.

Os autores discutem dois cenários anteriores que foram descartados: colisões que removeriam atmosferas e a ideia de um gigante gasoso que murchou. O modelo considerado mais provável envolve uma sequência de formação com pouca abundância de gás, começando pelo planeta interno e avançando para o externo.

Conexões científicas e perspectivas

A descoberta facilita comparações com sistemas similares e pode abrir caminho para revisões de modelos de formação de planetas ao redor de estrelas pequenas. Especialistas ouvidos pela comunidade destacam o potencial de observações futuras para avaliar atmosferas e composições.

Pesquisadores externamente convidados também ressaltam o interesse de observar LHS 1903 com telescópios atuais e futuros, a fim de aprofundar o entendimento sobre a diversidade de estruturas planetárias em galáxias. As interpretações continuam em aberto, com debate científico ativo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais