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Elon Musk planeja construir cidade lunar para gerenciar satélites

Plano de Musk prevê fábrica de satélites de IA na superfície lunar com catapulta eletromagnética, gerando dúvidas sobre viabilidade e custos

Além de uma cidade autossustentável, Musk quer transformar a lua em uma fábrica (Créditos: Getty Images)
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  • Elon Musk propõe ampliar a cidade lunar autossustentável para incluir uma fábrica de satélites de IA na superfície da Lua, com uma catapulta gigante para lançá-los.
  • A ideia foi apresentada em reunião de funcionários da xAI; áudios foram obtidos pelo The New York Times, que diz que a Lua oferece energia solar constante para centros de dados.
  • O projeto prevê um “impulsionador de massa”, lançador eletromagnético que enviaria cargas ao espaço sem combustíveis, integrando fábrica e lançamentos no mesmo local.
  • Desafios logísticos e físicos incluem construção na Lua, resfriamento de IA no vácuo, necessidade de atingir órbita com velocidade de 6,115 km/h e suportar acelerações acima de 10 mil vezes a gravidade terrestre.
  • Os planos coexistem com a parceria entre xAI e SpaceX; a NASA tem contrato de US$ 2,89 bilhões com a SpaceX para sistema de pouso lunar, e a área proposta fica na borda da cratera Shackleton, com 80% a 90% de luz solar anual.

Elon Musk revelou planos para erguer uma cidade autossustentável na Lua, visando abrigar uma fábrica de satélites de IA e um lançador eletromagnético para envio de cargas ao espaço. A ideia foi apresentada em encontro com funcionários da xAI, cujos áudios foram divulgados pelo The New York Times. A proposta aponta a energia solar contínua na superfície lunar como vantagem.

Segundo o material, o dispositivo, chamado de impulsionador de massa, funcionaria sem combustíveis químicos, reduzindo custos operacionais. A estrutura seria integrada a um complexo industrial na Lua, com fabricação e lançamento de satélites locais, preservando a logística terrestre.

Especialistas ouvidos pelo jornal manifestaram ceticismo quanto à viabilidade, citando desafios de construção, operação e manutenção. O projeto exige expedições repetidas à superfície lunar, além de técnicas de resfriamento por radiação em ambiente de vácuo para os equipamentos de IA.

Entre desafios técnicos, destacam-se a necessidade de atingir velocidades de órbita lunar superiores a 6,1 mil km/h e suportar acelerações extremas na liberação de cargas. A viabilidade depende de avanços em engenharia, logística e custos, segundo analistas independentes.

Apesar dos obstáculos, a aliança entre xAI e SpaceX pode favorecer a logística de exploração lunar. A NASA mantém contrato de US$ 2,89 bilhões com a SpaceX para um sistema de pouso lunar que apoie missões com astronautas na superfície da Lua, fortalecendo o ecossistema de uso da região.

A proposta de Musk também prevê a mineração de gelo na região sul da Lua, na borda da cratera Shackleton, onde a incidência solar é mais estável ao longo do ano. A meta é sustentar uma base que funcione como centro logístico e polo industrial.

Musk afirmou, em publicação recente, que a prioridade pode mudar conforme condições técnicas e estratégicas. A missão lunar, segundo ele, pode ocorrer dentro de cinco a sete anos, enquanto a colonização de Marte continuaria em planos de longo prazo.

Histórico de metas ambiciosas de Musk mostra trajetórias complexas. Em 2016 ele prometeu missões de carga para Marte até 2018, com prazos adiados para além de 2022. Hoje, o foco atual mantém o interesse pela Lua como base de operações futuras.

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