- ByteDance lançou Doubao 2.0, versão profissional do chatbot líder na China, com foco em tarefas complexas na “era dos agentes” de IA.
- O anúncio ocorre antes do Ano-Novo Lunar, quando muitos chineses viajam para encontros familiares.
- Segundo a empresa, Doubao 2.0 proporciona raciocínio avançado e multi‑etapas, com custo de uso significativamente menor que modelos de ponta.
- O Doubao domina o mercado chinês de chatbots, com 155 milhões de usuários ativos semanais, ante 81,6 milhões da DeepSeek.
- A Alibaba investiu 3 bilhões de yuans no Qwen, buscando atrair usuários e comparar desempenho, fazendo com que o Qwen chegue próximo aos números do Doubao.
A ByteDance, dona do TikTok, lançou neste sábado Doubao 2.0, a atualização do seu chatbot mais utilizado na China. O modelo visa ampliar a capacidade de execução de tarefas complexas na chamada era dos agentes de IA.
Segundo a empresa, Doubao 2.0 oferece raciocínio avançado e desempenho em várias etapas, com custo de uso consideravelmente menor em relação a modelos de ponta. O objetivo é competir com rivais nacionais e globais.
Antes da atualização, a ByteDance também apresentou o modelo de geração de vídeo Seedance 2.0, na quinta-feira (12). O lançamento ocorre próximo ao Ano-Novo Lunar, que começa neste domingo (15).
A notícia chega em meio à disputa tecnológica entre grandes players chineses. A DeepSeek ganhou projeção global com um modelo comparável aos da OpenAI, o que intensificou a pressão sobre ByteDance e Alibaba.
O Doubao lidera o mercado chinês de chatbots, com 155 milhões de usuários ativos semanais. Em seguida, aparece a DeepSeek, com 81,6 milhões, segundo a QuestMobile, dados de fim de dezembro.
Mercado de chatbots
A Alibaba investiu 3 bilhões de yuans (US$ 400 milhões) em cupons para atrair usuários ao Qwen, anunciado em 6 de fevereiro. A campanha permitiu que incentivos fossem usados para compras dentro do chatbot.
Com a estratégia, os usuários ativos diários do Qwen subiram de 7 milhões para 58 milhões. Mesmo assim, a Qwen ficou 23 milhões atrás do Doubao no mesmo período, segundo a QuestMobile.
Analistas apontam que a disputa deve acelerar conforme novos modelos apareçam. A ByteDance argumenta que o custo mais baixo do Doubao 2.0 pode favorecer tarefas reais em grande volume de dados.
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