- Cientistas e voluntários vão prender dez mil mariposas bogong em Mt Kosciuszko, na Cordilheira Australiana, com etiquetas de papel do tamanho de confete, aplicadas com cola de cílio.
- O objetivo é rastrear a migração de centenas de quilômetros até áreas de reprodução no sudeste do país, preenchendo lacunas sobre rotas e destinos.
- O projeto foi inspirado no Monarch Watch, programa de ciência cidadã que acompanha a migração da borboleta-monarca na América do Norte.
- A operação envolve vinte pesquisadores e voluntários ao longo de dez dias; mais de cinquenta residências no entorno atuarão como sentinelas entre março e maio.
- Caso alguém aviste uma mariposa marcada, deve fotografar ou registrar o código impresso e enviar pelo bogong.org; cada avista traz evidências importantes sobre as trajetórias.
Researchers to track 10,000 moths across Australia, using little more than eyelash glue and confetti-like tags
Cientistas e voluntários vão marcar 10.000 mariposas bogong para acompanhar suas migrações. O estudo ocorre desde os Alpes Australianos até áreas de reprodução no sudeste do país, em trilhas de centenas de quilômetros.
O projeto, inédito, usa marcadores de papel do tamanho de confetes grudados com cola de cílio. A ideia é entender onde as mariposas se reproduzem e quais rotas percorrem, dados que faltavam desde que o país reconheceu a espécie como ameaçada.
Método e objetivos
A equipe prepara a identificação de cada exemplar com etiquetas numeradas. As mariposas são resfriadas e anestesiadas brevemente com dióxido de carbono antes de receberem as etiquetas. A técnica foi testada em laboratório para minimizar impactos.
O objetivo de marcar 10.000 indivíduos aumenta as chances de reidentificação. O trabalho é distribuído entre 20 pesquisadores e voluntários ao longo de 10 dias, garantindo cobertura suficiente durante a operação.
Envolvidos e participação pública
Dr. Kate Umbers, professora associada de zoologia na Western Sydney University, lidera o projeto e a organização Invertebrates Australia. Ela destaca que a abordagem é simples, porém exigente, e que as etiquetas não devem afetar o comportamento das mariposas.
Mais de 50 residências em áreas diversas foram selecionadas como “sentinelas”. Lanternas com insetos atraem as mariposas durante o período de monitoramento, entre março e maio.
Contexto e impacto
A bogong moth está na lista global de espécies ameaçadas da IUCN desde 2021. O estudo busca preencher lacunas sobre rotas migratórias e áreas de reprodução, informações cruciais para a conservação da espécie.
Caso moradores avistem uma mariposa marcada, devem registrar o código impresso na etiqueta e enviar a informação para bogong.org. Mesmo um único avistamento já fornece dados valiosos para a pesquisa.
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