- Um estudo da Universidade de Stanford analisou dezenas de milhares de contas no Reddit e no Facebook e encontrou que um grupo pequeno é responsável pela maior parte de conteúdo tóxico e de fake news.
- No Reddit, 3,1% dos usuários geraram 33% de todos os comentários tóxicos.
- No Facebook, 8,5% dos usuários compartilham fake news, e apenas 0,5% propagaram dez ou mais posts desse tipo.
- A pesquisa também aponta que a percepção de muitos entrevistados é de que quase metade dos usuários seriam trolls, índice muito acima da realidade.
O estudo realizado por psicólogos da Universidade Stanford aponta que a toxicidade e a disseminação de fake news nas redes sociais não vêm de um grande contingente de usuários, e sim de um grupo relativamente pequeno.
Ao analisar dezenas de milhares de contas, posts e comentários no Reddit e no Facebook, a pesquisa identificou padrões marcantes de concentração do problema. No Reddit, 3,1% dos usuários foram responsáveis por 33% de todos os comentários tóxicos. Já no Facebook, 8,5% dos usuários compartilham fake news, e apenas 0,5% dos usuários repostaram dez ou mais conteúdos nesse formato.
Essa visão contrasta com a percepção de voluntários entrevistados pelo estudo, que estimaram que quase metade dos usuários das redes seria troll. Os pesquisadores destacam que a subnotificação de comportamentos nocivos dificulta o entendimento da escala real do problema.
Resultados-chave
A análise envolveu dezenas de milhares de contas, posts e comentários no Reddit e no Facebook. Os dados indicam que uma parcela muito pequena de usuários concentra boa parte da toxicidade e da disseminação de desinformação. As descobertas sugerem que estratégias de moderação podem se beneficiar ao mirar esse núcleo ativo.
A pesquisa cita limitações, como diferenças entre plataformas e critérios para classificar toxicidade e fake news. Mesmo assim, o estudo reforça a ideia de que o debate online envolve atores com participação desproporcional, o que pode orientar políticas de moderação e de alfabetização midiática.
Fonte: estudo com o título Americans overestimate how many social media users post harmful content
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