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Ataques de tubarões sem provocação sobem em 2025, com 12 mortes

Ataques de tubarões não provocados sobem em 2025: 65 incidentes e 12 mortes globais, com a Flórida mantendo o maior número de ataques nos EUA

A tiger shark swims at the camera offshore from Jupiter, Florida.
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  • O relatório International Shark Attack File registrou 65 ataques não provocados de tubarões em 2025, frente a 47 em 2024.
  • Doze pessoas morreram por mordidas de tubarões no ano.
  • os Estados Unidos tiveram 25 mordidas não provocadas, com uma fatalidade registrada.
  • Flórida teve 11 ataques não provocados, mais que qualquer outro estado, sendo Volusia o condado com mais ocorrências (seis).
  • Destacam-se também Canadá, com a primeira mordida não provocada desde 2021, e África do Sul, com a primeira fatalidade de pescador por tubarão; as espécies mais envolvidas foram tubarões branco, tigre e touro.

Os ataques de tubarões no modo não provocado em 2025 aumentaram de forma significativa, segundo um relatório divulgado nesta semana. O estudo registrou 65 ataques não provocados mundialmente, frente a 47 em 2024, e acima da média de cinco anos, de 61. Foram contabilizadas 12 fatalidades.

No âmbito global, o relatório do International Shark Attack File, mantido pelo Florida Museum of Natural History, aponta que a maior parte dos ataques ocorreu em áreas deAggregation sites, praias frequentadas por surfistas, especialmente na Austrália. Gavin Naylor, diretor do programa, ressalta que os ataques refletem a biologia dos animais, as condições climáticas e o número de pessoas na água.

Na prática brasileira, Estados Unidos dominaram o quadro, com 25 mordidas não provocadas e uma única fatalidade, de uma triatleta identificada como Erica Fox. O país também registrou a fatalidade isolada mais recente perto de Santa Cruz, Califórnia, em dezembro, após o mergulho de treino de grupo.

Destaques por região

A Austrália somou 5 fatalities e 21 mordidas não provocadas, com queda de números em relação a anos anteriores. Em Volusia County, Flórida, foram 11 ataques, mais de duas vezes o total de qualquer outro distrito, mantendo o estado com o maior registro nos Estados Unidos. No restante dos EUA, Califórnia e Havaí registraram quatro mordidas não provocadas cada, com outros estados somando ocorrências isoladas.

O relatório também aponta casos relevantes fora da América do Norte: na África do Sul, um pescador tornou-se a primeira fatalidade registrada por um rauido de dusky shark; em Israel houve ataque fatal por dusky shark em abril, não incluído no relatório por ter sido considerado provocado. No Canadá, houve a primeira mordida não provocada desde 2021, quando um homem escapou ileso após um ataque de great white a uma prancha.

O estudo ressalta que as três principais espécies — tubarão branco, tubarão-tigre e tubarão-touro — responderam pela maioria das mordidas graves. Ainda assim, a população global de tubarões permanece muito abaixo dos níveis históricos, em parte devido à sobrepesca.

Para contextualizar, a mortalidade por afogamento nos Estados Unidos é significativamente alta: mais de 4 mil pessoas morrem anualmente por afogamento. Em escala global, o choque de raios é responsável por cerca de 24 mil mortes por ano, com muitas outras ocorrências de ferimentos.

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