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Calor na Europa pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

Aquecimento global pode elevar transmissão do chikungunya na Europa, com maior risco no sul e expansão para mais países, segundo estudo

Tourists, holding an umbrella to protect themselves from the sun, walk past a Ferris wheel in the Tuileries Garden on a sunny and warm summer day in Paris as an early summer heatwave hits France, France, July 2, 2025. REUTERS/Tom Nicholson
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  • O aquecimento global pode ampliar as infecções pelo chikungunya nos próximos anos, segundo estudo.
  • Região sul da Europa aparece como a de maior risco, com Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal entre os países mais vulneráveis.
  • A doença é transmitida por mosquitos Aedes, que se multiplicam em ambientes quentes.
  • A temperatura mínima para infecção passa a ser 2,5 °C; a transmissão fica mais favorável entre 13 °C e 14 °C.
  • O estudo aponta que até 29 países, incluindo boa parte da Europa, podem enfrentar surtos; autoridades são orientadas a vigilância, controle de mosquitos e prevenção.

A temperatura global em elevação pode aumentar a transmissão do vírus Chikungunya, indica estudo científico. O vírus é transmitido por mosquitos do gênero Aedes e provoca dores articulares intensas. O Sars-CoV-2? Não, é o chikungunya, repetem pesquisadores.

A pesquisa, publicada no Journal of the Royal Society Interface, aponta que mais 29 países podem estar em risco, com maior evidência para o sul da Europa. Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal aparecem entre os seis países com risco elevado de epidemias associadas à doença.

A partir de análises sobre o impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus no mosquito Aedes albopictus, os cientistas apontam que a circulação ocorre já com temperaturas mínimas em torno de 2,5 °C. A faixa de transmissão favorecida fica entre 13 °C e 14 °C, segundo os autores.

Desdobramentos na Europa

O estudo sustenta que, antes, a transmissão era considerada viável apenas com temperaturas entre 16 °C e 18 °C. Com os novos dados, o risco pode se estender a mais regiões e por períodos mais longos. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1952, no Planalto Makonde, na Tanzânia, e já causou surtos significativos na França e Itália recentemente.

A transmissão ocorre por Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os mosquitos se beneficiam de ambientes quentes e podem se manter ativos ao longo do ano no sul europeu, ampliando possibilidades de surtos. A OMS destaca a necessidade de vigilância, eliminação de água parada e medidas preventivas individuais.

O pesquisador Sandeep Tegar, do UKCEH, ressalta que o aquecimento global tem acelerado o aumento de temperaturas na região. Já a Dra. Diana Rojas Alvarez, da OMS, alerta que parte da população pode desenvolver artrite ou dores prolongadas, mesmo anos após a infecção.

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