- A Gala da Fiesta de la Primavera, na véspera do Ano Novo lunar, exibiu avanços de robótica e IA da China, em meio à rivalidade tecnológica com os Estados Unidos.
- Entre as demonstrações, houve robôs humanoides pulando movimentos de artes marciais e interagindo com crianças, além de um guerreiro robô maior empunhando um sabre.
- O evento reuniu quatro startups de peso (Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab) para mostrar o desenvolvimento multissetorial da indústria.
- O governo associou a mostra a políticas como Made in China 2025 e o XIV Plano Quinquenal, com foco na autossuficiência em tecnologias de ponta.
- Analistas destacam que a Gala ajuda a transformar publicidade em demanda de mercado, com dados apontando alta demanda por modelos de humanoides e previsões de crescimento de vendas.
Na véspera do Ano Novo lunar, a Gala da Festa da Primavera exibiu, na China, um poderio tecnológico voltado à robótica e à inteligência artificial. O programa, visto por dezenas de milhões de telespectadores, serviu como palco para demonstrar avanços que o governo descreve como estratégicos frente aos EUA.
Entre as cenas, houve humor com robôs humanoides conversando com uma idosa e demonstrações de kung-fu que levantaram questões sobre o futuro das guerras e da automação. Os movimentos eram sincronizados, com robôs que realizam saltos, acrobacias e manejo de armas cenográficas.
Protagonistas e metas chinesas
O destaque ficou por conta de doze robôs humanoides que executaram artes marciais com alta precisão, em conjunto com crianças humanas durante a apresentação. Um robô maior encerrou a sequência, empunhando um sabre ao som de música épica.
Participaram quatro startups do setor: Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab, cobrindo áreas distintas da robótica. Yu Lei, diretor da gala, afirmou que houve uma concentração de robôs para evidenciar o desenvolvimento multidimensional da indústria chinesa, segundo o Global Times.
Contexto econômico e demográfico
A China é líder na venda global de robôs humanoides, respondendo por quase 90% dos cerca de 13 mil units vendidos no ano anterior. Previsões indicam que as vendas no país devem chegar a 28 mil unidades neste ano. A demanda de consumo aumentou após o impacto da galeria tecnológica no mercado.
Analistas destacam que a robótica pode compensar parte da queda de produtividade causada pelo envelhecimento populacional. A China projeta acelerar a autossuficiência em tecnologias de ponta no próximo plano quinquenal, com foco em preparar o país para cenários econômicos desafiadores.
Perspectivas da indústria
Especialistas ressaltam que as máquinas, embora já produtivas, ainda operam com eficiência inferior à humana em muitos aspectos. O objetivo é evoluir o cérebro e a cognição das máquinas para tarefas complexas sem supervisão constante.
A conferência sinaliza que o apoio estatal facilita a transformação tecnológica em valor de mercado, impulsionando pedidos públicos, atração de investimentos e expansão de mercado para as empresas envolvidas. A robótica chinesa segue como vitrine de competitividade global.
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