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Microsoft testa armazenamento em vidro com promessa de durabilidade de 10 mil anos

Projeto Silica utiliza vidro borossilicato modificado a laser para armazenar até 4,84 TB por peça, com durabilidade de até 10 mil anos

Imagem de chip de vidro da Microsoft: pesquisa sobre armazenamento offline de dados anima empresa de tecnologia
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  • A Microsoft apresentou o Project Silica, armazenamento de dados em vidro borossilicato modificado a laser, com promessa de durabilidade de até dez mil anos.
  • Em testes, uma placa de dois milímetros de espessura armazenou mais de um terabyte.
  • A capacidade estimada acelera até quatro vírgulas, wait—corrigir: Nos testes com placas de 12 centímetros por 12 centímetros e 2 milímetros de espessura, chegou a 4,84 TB.
  • A técnica usa voxels de fase tridimensionais, lidos com microscópio especializado e interpretados com apoio de inteligência artificial.
  • O estudo, publicado na revista Nature, insere o vidro como alternativa offline diante da expansão da nuvem e do risco de perda de dados com o fim de plataformas.

O Microsoft revelou o Project Silica, uma iniciativa de armazenamento de dados em vidro que promete durar até 10 mil anos. A tecnologia usa vidro borossilicato modificado a laser para gravar informações com uma espessura de 2 milímetros. Em testes, uma placa dessa dimensão armazena mais de 1 TB.

A pesquisa, publicada na revista Nature, aponta que a gravação a laser em suportes robustos pode ampliar a longevidade dos dados. O estudo surge em meio a dúvidas sobre a durabilidade da nuvem e o risco de perda de informações com o fim de plataformas digitais.

A ideia é criar uma camada offline de preservação, minimizando falhas de hardware e ataques cibernéticos. Pesquisadores ressaltam que registros digitais atuais são frágeis ante deterioração de armazenamentos magnéticos e obsolescência de formatos.

Como funciona

O método utiliza um laser ultrarrápido de femtossegundo para gerar voxels de fase dentro do vidro. Esses voxels são unidades tridimensionais que guardam dados em várias camadas internas. A leitura requer microscópio especializado e IA para interpretar as informações.

Cada milímetro cúbico pode armazenar até 1,59 GB, segundo os responsáveis. Nos testes com placas de 12 cm² e 2 mm de espessura, a capacidade estimada chegou a 4,84 TB, equivalente a cerca de dois milhões de livros físicos.

Contexto e perspectivas

O projeto surge em meio à expansão de centros de dados e ao crescimento da armazenagem na nuvem. A proposta visa oferecer uma alternativa de longo prazo para preservação de acervos históricos e arquivos institucionais. Pesquisadores destacam a durabilidade do vidro frente a falhas de hardware.

O físico Peter Kazansky, envolvido no estudo, analisa que as tecnologias atuais são frágeis. A tecnologia de vidro busca reduzir riscos de perda por descontinuidade de serviços ou ataques cibernéticos, segundo os autores.

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