- A tartaruga gigante de Floreana retorna à ilha Galápagos pela primeira vez em mais de 180 anos, após um programa de “back breeding”.
- Foram reintroduzidos 158 juvenis descendentes da subespécie Floreana, como parte do maior projeto de restauração ecológica do arquipélago.
- O retorno foi viabilizado por um programa de cruzamento de tartarugas híbridas iniciado em 2017 para aproximar a genética da origem.
- A erradicação de ratos e gatos invasores, iniciada em 2023, abriu caminho para a reintrodução e beneficia habitats, plantas nativas e fauna local.
- Autoridades e organizações destacam a importância da iniciativa para restauração de espécies nativas e para o bem-estar da comunidade de Floreana.
O guarda-sol de espécies isoladas cresce novamente em Floreana, nas Ilhas Galápagos: a tartaruga gigante de Floreana voltou ao seu habitat após quase 200 anos. Trata-se da subespécie Chelonoidis niger niger, extinta por caça de baleeiros na década de 1840.
Um programa de “back breeding” iniciado em 2017 reuniu 23 híbridos com maior proximidade genética à subespécie original. Ao todo, 158 juvenis foram devolvidos à ilha para reconstituir a população local.
A reintrodução foi viabilizada por estudos que mostraram descendência parcial da população de Floreana em tartarugas encontradas no Wolf Volcano, ao norte de Isabela, em 2008. O formato de criação permitiu manter traços-chave da linhagem.
Contexto histórico
Antes da chegada de baleeiros, Floreana era lar de espécies endêmicas, como o pássaro-mockingbird e a cobra-caracu. Azero no ecossistema ocorreu com a introdução de ratos e gatos, além da pressão humana associada à colonização.
O projeto de restauração ecológica Floreana reúne a direção do parque nacional Galápagos e instituições parceiras, com a participação de cerca de 160 moradores locais. A erradicação de ratos e felinos começou em 2023, abrindo espaço para a tartaruga retornar.
Próximos passos
A estratégia mira ampliar a fauna local com mais espécies nativas, como o sabiá-de Floreana, a cobra-caranguejo e o tentilhão vegetariano. Tartarugas adultas poderão facilitar a regeneração de habitats abertos e a dispersão de sementes.
Especialistas ressaltam o papel-chave das tartarugas como “engenheiras” do ecossistema, mantendo hábitats abertos, beneficiando outras espécies e ajudando na regeneração de paisagens.
A recuperação envolve cooperação entre ONGs, autoridades locais e a comunidade, buscando compatibilizar conservação com meios de subsistência, turismo e agricultura na ilha.
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