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Uso precoce de celular aumenta riscos à saúde de crianças

Pesquisa com mais de dez mil adolescentes associa obtenção precoce de smartphone a maior risco de sofrimento psíquico, sono alterado e depressão

Celulares: pesquisadores apontam que o aparelho não costuma aparecer nos sonhos porque tem pouco peso emocional no inconsciente (Pixabay)
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  • Estudo com mais de dez mil adolescentes, publicado na Pediatrics, associa acesso precoce ao smartphone a maior incidência de ansiedade, depressão e alterações no sono ao longo da adolescência.
  • Aos doze anos, quarenta e quatro por cento? (corrigir) Aos doze anos, sessenta e quatro por cento já tinham smartphone; aos quatorze, noventa e nove por cento? (ver input: 89%). Idade mediana de aquisição foi onze anos.
  • Crianças que ganharam o primeiro smartphone antes dos treze anos apresentaram maior probabilidade de sofrimento psicológico posteriormente, com maior exposição a redes sociais, cyberbullying e conteúdos inadequados.
  • Comparados a quem não tinha, o grupo com smartphone apresentou trinta por cento mais depressão, quarenta por cento mais obesidade e sessenta por cento mais distúrbios do sono.
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites de tela por faixa etária e supervisão; idade mínima de treze anos é sugerida; orienta não uso noturno, horários definidos e estímulo a atividades presenciais.

A pesquisa publicada na revista Pediatrics analisou dados de mais de 10 mil adolescentes ao longo de até seis anos e constatou que obter um smartphone antes dos 13 anos está associado a maior incidência de sintomas de sofrimento psicológico, alterações no sono e outros impactos na saúde mental.

A idade mediana para o primeiro celular foi de 11 anos. Aos 12, 64% já tinham o aparelho; aos 14, 89%. O estudo aponta que o acesso precoce, aliado à exposição intensa a redes sociais e conteúdos inadequados, eleva os riscos de problemas emocionais na adolescência.

Entre os efeitos observados, houve maior probabilidade de depressão e distúrbios do sono entre quem recebeu o smartphone precocemente. Também houve associação com maior risco de obesidade em comparação a quem não possuía o dispositivo.

Oito pontos-chave do estudo indicam que o uso antes dos 13 anos aumenta a probabilidade de sofrimento psíquico em fases posteriores da adolescência, especialmente com o aumento do tempo de tela e das interações digitais.

Sono e uso de telas

O uso frequente de telas à noite foi relacionado à redução do tempo de descanso e piora da qualidade do sono, com impactos potenciais no desempenho escolar, memória e equilíbrio emocional. Notificações e checagem constante ampliam esse efeito.

Diferenças entre grupos

O estudo sugere vulnerabilidade maior entre meninas a questões de pressão estética e comparação social em plataformas digitais, enquanto meninos podem ter maior exposição a conteúdos agressivos. Em ambos, contudo, o risco aumenta com o início precoce do uso.

Idade ideal e orientações

Os autores não afirmam que o smartphone cause transtornos, mas ressaltam que acesso precoce aliado a supervisão ausente e uso intenso aumenta os prejuízos à saúde. Recomenda-se considerar a idade de 13 anos como parâmetro relevante para famílias.

A SBP estabelece diretrizes de tempo de tela por faixa etária. Crianças de 2 a 5 anos devem ter até 1 hora por dia; de 6 a 10 anos, 1 a 2 horas; de 11 a 18 anos, 2 a 3 horas diárias. A supervisão de um responsável é enfatizada.

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