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Futuro mais resistente para as plantas, desde as células

Foray Bioscience desenvolve produção de plantas a partir de células únicas com IA, visando acelerar inovação, abrindo caminho para espécies mais resistentes

The startup Foray Bioscience, founded by an MIT alumna, is engineering plants from single cells to create new materials and protect endangered species.
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  • Foray Bioscience, fundada por Ashley Beckwith, trabalha para cultivar qualquer planta a partir de células únicas, usando biomanufatura com inteligência artificial.
  • A empresa já desenvolveu moléculas, materiais e sementes fabricadas em parceria com pesquisadores, viveiros, conservationistas e empresas.
  • Em parceria com o viveiro West Coast Chestnut, está testando uma versão mais resistente a doenças de castanheiros para reabilitar florestas do leste dos Estados Unidos.
  • A startup criou a plataforma Pando, descrita como um “sistema operacional para ciência de plantas” que usa IA para acelerar descobertas e aplicações.
  • A previsão é lançar publicamente a Pando ainda neste ano, com planos de tornar Foray uma referência em ciência de plantas — produzindo a partir de células únicas até sementes fabricadas.

A Foray Bioscience, criada por Ashley Beckwith, busca transformar a produção de plantas a partir de células únicas, com o uso de inteligência artificial para acelerar descobertas, fabricar materiais e facilitar o atendimento à demanda global. A empresa opera a partir de um conceito central: crescer plantas ou seus produtos direto de células, sem depender do cultivo tradicional de espécies inteiras.

A ideia, desenvolvida por Beckwith durante pesquisas no MIT, visa tornar o plant science mais rápido e resiliente, reduzindo impactos sobre cadeias de supply naturais. O objetivo é criar plataformas que permitam gerar moléculas, materiais e sementes sob medida, com controle preciso de propriedades como rigidez e densidade.

Foray já realizou parcerias com pesquisadores, viveiros e conservacionistas para demonstrar aplicações práticas, incluindo o desenvolvimento de versões mais resistentes a doenças de castanheiros, apoiando esforços de restauração de populações florestais. A iniciativa mostra como IA e biomanufatura podem atuar na proteção de espécies.

O sistema operacional para a ciência de plantas

Beckwith apresenta o que chama de tecido de base da empresa: o Pando AI, uma plataforma que orienta pesquisadores na calibração de dezenas de variáveis para fazer uma célula produzir o produto desejado, sem cultivar a planta inteira. O objetivo é reduzir o tempo de desenvolvimento de novas soluções.

Foray descreve o Pando como uma espécie de “Google Maps” para o crescimento de plantas, facilitando o caminho entre hipótese e produção. A plataforma reúne biologia, IA, biologia computacional e engenharia de processos para acelerar descobertas e validações.

A equipe multidisciplinar foca em transformar pesquisas em aplicações práticas, com pilotos colaborativos já realizados em instituições diversas. A empresa planeja um lançamento público mais amplo do Pando no início deste ano, com uso tanto interno quanto externo.

Aplicações e impactos

Entre as perspectivas estão sementes fabricadas a partir de células, para suprir lacunas em restauração ambiental e encurtar trajetos de entrada no mercado de novas variedades mais resilientes. Beckwith afirma que a meta é reduzir prazos de desenvolvimento de plantas para meses, não décadas.

O objetivo estratégico é atuar como motor de inovação para setores como agricultura, materiais, farmacêutica e conservação. O uso de células isoladas propicia produção local de soluções, reduzindo dependências de culturas tradicionais e favorecendo cadeias de suprimento mais estáveis.

Beckwith reforça que o foco atual é plantas em laboratórios, com ambição de transformar a prática a partir de uma base tecnológica compartilhada. A visão a longo prazo é tornar a Foray o “sistema operacional” para a ciência de plantas, viabilizando a construção de produtos a partir de uma única célula vegetal.

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