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Miliband afirma que o impacto climático dos centros de dados é incerto

Impacto dos data centers nas emissões líquidas é incerto, diz Miliband; MPs abrem inquérito sobre consumo de energia e água e impactos no net zero

Energy Secretary Ed Miliband speaking at the Fabian Society 2026 New Year Conference at the Guildhall, central London. Picture date: Saturday January 24, 2026.
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  • O secretário de Energia, Ed Miliband, disse que o impacto da expansão rápida de data centers nas emissões até net zero é “inherently uncertain” em carta a MPs preocupados por não estarem incluídos nos planos do governo.
  • MPs abriram nova investigação sobre impactos ambientais dos data centers no Reino Unido após receberem a carta.
  • Data centers são grandes instalações com computadores usados para serviços digitais, como streaming e IA, e o governo quer que o país lidere em IA atraindo investimentos nesses centros.
  • Há preocupações sobre alto consumo de água e energia, inclusive com geradores a gás, e dezenas de novos data centers, muitos financiados por empresas americanas, estăo em planejamento.
  • O governo tem obrigação legal de reduzir emissões até 2050; Miliband afirmou que as modelagens consideram emissões potenciais por meio da demanda elétrica, mas a demanda futura de data centers continua incerta e será testada em várias trajetórias.

O secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, afirmou que o impacto da expansão acelerada de data centres nas metas do país para reduzir emissões até net zero é intrinsecamente incerto. A declaração foi feita em resposta a MPs que levantaram dúvidas sobre a inclusão desses centros no plano de descarbonização.

Após o envio da carta aos parlamentares, a Comissão de Auditoria Ambiental abriu uma nova investigação sobre os impactos ambientais dos data centres no Reino Unido. O objetivo é avaliar o consumo de energia, o uso de água e como isso pode influenciar as metas climáticas do governo.

Data centres são grandes instalações com servidores para serviços digitais, como streaming e IA. O governo busca liderança mundial em IA e atrair investimentos nesses espaços, o que envolve benefícios econômicos, mas também preocupações sobre consumo hídrico e elétrico, incluindo geradores a gás.

Segundo o governo, o modelo de energia considera emissões potenciais de data centres por meio da previsão de crescimento da demanda por eletricidade, ligada a tendências econômicas. Entretanto, Miliband destacou que a demanda futura é incerta e pode variar conforme cenários diferentes.

A pergunta central dos parlamentares envolve se os data centres serão capaz de sustentar o crescimento econômico sem comprometer as metas de energia e meio ambiente. A comissão quer entender a provável carga energética e hídrica desses empreendimentos.

Entre críticas, a oposição aponta que o avanço sem planejamento claro pode impedir o cumprimento das metas líquidas de carbono. A vertente de oposição defende uma abordagem mais racional para equilibrar inovação, crescimento e proteção ambiental.

Ofgem, reguladora de energia, informou que a demanda por conexões de rede tem aumentado rapidamente, em parte pelo avanço dos data centres. Em relatório recente, a autoridade cita 140 projetos em estudo, que poderiam exigir cerca de 50 gigawatts de eletricidade, acima do pico atual do país.

Organizações ambientalistas destacam preocupações sobre o impacto agregado dos data centres na rede e nos recursos hídricos. A avaliação regulatória aponta para a necessidade de planejamento cuidadoso para evitar pressões adicionais sobre o sistema energético e o meio ambiente.

Este cenário ocorre em meio a investimentos contínuos do governo em fontes de energia renovável, com o objetivo de atender a uma parcela maior da demanda elétrica com energia limpa até 2030. A energia necessária para os data centres amplia o debate sobre o equilíbrio entre crescimento tecnológico e metas climáticas.

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