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Startup usa minirrobôs para tratar o Alzheimer

Startup testa em humanos microrrobôs que desobstruem vias de drenagem do cérebro, buscando tratamento do Alzheimer com aprovação prevista para 2027

Mark Toland, CEO da MMI
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  • A startup Medical Microinstruments, Inc. (MMI) quer usar microrrobôs com agulhas minúsculas para desobstruir vias de drenagem do cérebro e tratar Alzheimer.
  • Os testes em humanos devem começar em março, em hospitais na Flórida, Connecticut e Nova York, com cinco pacientes no estágio inicial.
  • A abordagem mira o sistema linfático para ajudar a remover resíduos do cérebro; pesquisas na Ásia já indicaram resultados promissores, ainda que principalmente anedóticos.
  • Se o estágio inicial for bem-sucedido, a empresa pretende recrutar entre 200 e 300 pacientes para um ensaio clínico maior ainda neste ano, com possível aprovação até o fim de 2027.
  • Cada robô custa cerca de US$ 1,5 milhão; a MMI espera receita de cerca de US$ 50 milhões neste ano, com apoio de investidores como Fidelity e Deerfield.

Nos Estados Unidos, a startup Medical Microinstruments, Inc. (MMI) avança com testes em humanos de um minirobô que usa agulhas ultrafinas para ajudar a limpar resíduos do cérebro de pacientes com Alzheimer. O objetivo é avaliar a segurança de um procedimento experimental de drenagem linfática do cérebro. A abordagem já foi testada em cadáveres para estudar o desentupimento de vias de drenagem.

Cirurgiões de hospitais na Flórida, Connecticut e Nova York participam dos estudos. O procedimento usa microrrobôs que manipulam instrumentos do tamanho de cílios, com tesouras e dilatadores extremamente finos. Vasos linfáticos do pescoço, de diâmetro próximo a 0,2 milímetro, são o foco da intervenção.

A startup planeja iniciar a primeira cirurgia microrrobótica em cinco voluntários em março. A Base do estudo está ancorada em relatos de cerca de 5.000 procedimentos realizados na China e em outros países asiáticos nos últimos anos, que sugerem efeitos promissores na limpeza de toxinas cerebrais.

Como Tudo Começou

Dois dos fundadores da MMI, robóticas italianos, buscaram criar o menor instrumento cirúrgico já desenvolvido. Em 2021, Mark Toland assumiu a liderança da empresa para comercializar a tecnologia. O objetivo é atrair financiamento e ampliar a presença no mercado de robótica médica.

Como Funciona o Teste

A linha de pesquisa parte de um procedimento de drenagem linfática iniciado por um cirurgião chinês em 2020. Testes com robôs passaram a ser explorados após relatos de resultados encorajadores, levando a avaliação pela equipe da MMI. A estratégia é permitir que o cérebro elimine resíduos de forma mais eficiente.

Dr. Andrew ElBardissi, investidor da MMI, reconhece ceticismo histórico, mas aponta que há um corpo de evidências emergente que sustenta a investigação. Pesquisadores destacam o interesse científico na possibilidade de facilitar a remoção de toxinas associadas ao Alzheimer. A comunidade médica observa com cautela os resultados dos estudos.

Contexto e Perspectivas

O Alzheimer envolve acúmulos de placas amiloides e proteína tau. Pesquisas recentes destacam o papel do sistema de remoção de resíduos do cérebro como área promissora. O aparelho Symani, fabricado pela MMI, permite operar vasos linfáticos muito pequenos, com custo unitário de cerca de US$ 1,5 milhão por robô.

Estimativas apontam que a empresa pode alcançar faturamento próximo a US$ 50 milhões neste ano, com crescimento previsto frente aos US$ 20 milhões de 2025. A MMI já levantou cerca de US$ 220 milhões em investimentos, com avaliação de mercado próxima de US$ 500 milhões.

Importância do Contexto

Mais de 55 milhões de pessoas no mundo vivem com Alzheimer ou demência; a projeção é de 78 milhões até 2030. A aprovação regulatória do FDA nos EUA, para um grupo inicial de 15 pacientes, seria um marco para etapas seguintes, com recrutamento potencial de centenas de pacientes caso haja sucesso.

Perspectivas Futuras

O test clínico buscaria demonstrar segurança inicial, abrindo caminho para ensaios maiores caso os resultados sejam positivos. A expectativa é de que, se aprovadas práticas, as cirurgias microrrobóticas tornem-se um divisor de águas na abordagem de doenças neurodegenerativas, segundo dados da empresa. A comunidade científica continua acompanhando com cautela os desfechos dos estudos.

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