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Tempo ideal de sono para reduzir risco de diabetes, aponta estudo

Tempo ideal de sono é em torno de 7 horas e 19 minutos, associado à melhor taxa estimada de eliminação de glicose (eGDR) e à menor chance de diabetes tipo 2

Sono ideal reduz risco de resistência à insulina. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Estudo publicado na BMJ Open Diabetes Research & Care em 2026 aponta que existe um tempo ideal de sono para a saúde metabólica.
  • O tempo ideal é de sete horas e dezenove minutos por noite, ligado a melhores níveis da taxa estimada de eliminação de glicose (eGDR), indicador da sensibilidade à insulina.
  • Dormir pouco aumenta a resistência à insulina; dormir demais também piora o metabolismo, com efeito mais evidente em mulheres e meia-idade.
  • O sono de recuperação pode ajudar quem dorme mal, mas apenas com uma a duas horas extras; exageros podem desregular o metabolismo.
  • A relação sono-metabolismo é bidirecional: alterações na glicose podem prejudicar o sono e distúrbios do sono pioram o controle metabólico.

Dormir bem impacta a saúde metabólica, não apenas o bem-estar. Em 2026, um estudo liderado por Zhanhong Fan, publicado na BMJ Open Diabetes Research & Care, avaliou dados de milhares de adultos para entender a relação entre sono e glicose.

A pesquisa identifica um ponto de sono considerado ideal, próximo de 7 horas e 19 minutos por noite, associado a melhores níveis da taxa estimada de eliminação de glicose, a eGDR. O indicador reflete a sensibilidade à insulina.

Tempo ideal e interpretação

Segundo os resultados, um eGDR mais alto aponta menor resistência à insulina, enquanto valores mais baixos indicam maior risco de diabetes. O estudo sugere que esse intervalo de sono favorece o metabolismo.

Equilíbrio entre sono curto e prolongado

O trabalho aponta que tanto pouca quanto muita sono podem prejudicar a saúde metabólica. O formato em curva indica que extremos devem ser evitados, com maior efeito observado em mulheres e em adultos de meia-idade.

Sono de recuperação sob cautela

Os pesquisadores also analisaram o sono de recuperação, isto é, dormir mais nos fins de semana para compensar a semana. A prática pode ajudar quem dorme pouco, mas o benefício ocorre apenas com 1 a 2 horas extras.

Atenção aos hábitos para a glicose

Para quem já tem rotina adequada, dormir excessivamente nos fins de semana pode ter efeito contrário. O estudo ressalta que ajustes simples na rotina podem favorecer a resposta à insulina.

Relação bidirecional entre sono e metabolismo

A pesquisa destaca um ciclo entre sono e glicose: alterações na glicose podem prejudicar o sono e distúrbios do sono podem piorar o controle metabólico, aumentando o risco de diabetes tipo 2 ao longo do tempo.

Mudanças práticas para o dia a dia

Entre as recomendações estão manter horários regulares de sono, evitar variações significativas entre dias da semana e criar um ambiente adequado para descansar. Pequenas mudanças podem trazer ganhos relevantes na saúde metabólica.

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