- O Ministério da Saúde começou a distribuir tafenoquina pediátrica (50 mg) para crianças entre 10 kg e 35 kg, tornando o Brasil o primeiro país a oferecer o medicamento nessa dose no SUS.
- Serão distribuídos 126.120 comprimidos, com investimento de R$ 970 mil, priorizando áreas com maior incidência na região Amazônica.
- A implementação inicia com o DSEI Yanomami, que receberá 14.550 comprimidos, entre outros distritos prioritários; a entrega começou na segunda-feira (2).
- A tafenoquina em dose única facilita adesão ao tratamento, elimina o parasita e contribui para a prevenção de recaídas e transmissão da malária.
- A medida segue a incorporação feita pela Portaria nº 64 de 15 de setembro de 2025, ampliando o uso da droga em crianças e fortalecendo ações de enfrentamento da doença no país.
O Ministério da Saúde iniciou um tratamento inédito contra a malária para crianças, por meio do SUS. A tafenoquina na fórmula pediátrica de 50 mg passa a atender crianças entre 10 kg e 35 kg. A medida coloca o Brasil como pioneiro mundial nessa faixa etária.
A distribuição inicial envolve 126.120 comprimidos, com investimento de 970 mil reais. O carregamento será feito de forma gradual, priorizando áreas na região Amazônica, onde a doença é mais presente entre crianças.
O anúncio foi feito à imprensa após capacitações de profissionais de saúde que atuam nos DSEIs. O objetivo é ampliar o acesso a um tratamento de dose única, mais simples e eficaz no combate à malária entre a população infantil.
Caminho da implementação
O secretário Weibe Tapeba destacou o esforço do SUS em levar medicamentos eficazes a quem mais precisa. A prioridade é ampliar a cobertura, especialmente em territórios indígenas, reduzindo a transmissão da doença.
Ao todo, 64.800 comprimidos já recebidos serão distribuídos em áreas de maior incidência, como Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus e Vale do Javari. O DSEI Yanomami será o primeiro a receber a maioria das doses.
Em 2024, a tafenoquina já havia sido disponibilizada para pacientes com mais de 16 anos no território Yanomami, como parte de estratégias para regiões mais afetadas.
Impacto e objetivos
A incorporação da apresentação pediátrica, segundo o Ministério, alinha-se às diretrizes da OMS. A farmacoterapia em dose única facilita adesão, reduz recaídas e ajuda a interromper a transmissão da malária.
Mariângela Galvão Simão, secretária de Vigilância em Saúde, afirmou que levar a tafenoquina a territórios indígenas aumenta a possibilidade de redução de casos. A meta é alcançar alto alcance e impacto nas comunidades.
A nova formulação amplia a combinação de estratégias no enfrentamento da doença, especialmente em áreas remotas. O tratamento busca reduzir casos em crianças e, consequentemente, óbitos, fortalecendo a assistência em regiões vulneráveis.
Treinamento e segurança
O Ministério realiza oficinas para garantir a segurança e a implementação efetiva. Nesta primeira etapa, 250 profissionais dos DSEIs prioritários serão habilitados, preparando equipes para a aplicação da dose única.
A pasta reforça que a tafenoquina pediátrica é indicada para malária causada por Plasmodium vivax, com peso acima de 10 kg, sem gravidez ou lactação. O esquema anterior exigia tratamento de até 14 dias, impactando adesão.
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