- Revisão de 124 estudos, conduzida pela UFRJ, aponta que polpa e casca da melancia concentram compostos com potencial cardioprotetor, em especial a L-citrulina.
- A L-citrulina pode virar L-arginina, crucial para a produção de óxido nítrico, que favorece vasodilatação, regulação da pressão arterial e proteção contra inflamação e estresse oxidativo.
- A melancia é a principal fonte alimentar de L-citrulina; a casca varia entre 60 e 500 mg por 100 g e a polpa entre 40 e 160 mg por 100 g, com maiores teores em melancias mais maduras.
- Para alcançar a dose mínima eficaz de 2 a 3 g por dia, seria necessário consumir de 1 a 3 kg de casca ou de 3 a 5 kg de polpa; uma alternativa é transformar a fruta em pó concentrando o nutriente.
- Além da L-citrulina, a melancia oferece vitaminas, minerais e carotenoides (licopeno na versão vermelha, betacaroteno na amarela) e eletrólitos que ajudam na hidratação, especialmente em uso durante atividades físicas.
A melancia pode oferecer benefícios à saúde cardiovascular, segundo revisão brasileira que mapeou componentes da fruta. Pesquisadores da UFRJ analisaram 124 estudos, destacando a L-citrulina presente na polpa e na casca como biomarcador de proteção vascular.
A L-citrulina é convertida em L-arginina no organismo, contribuindo para a produção de óxido nítrico. Esse composto facilita a vasodilatação, regula a pressão arterial e atua na defesa contra inflamação e estresse oxidativo, ajudando a prevenir acúmulo de placas nas artérias.
Segundo o estudo, a melancia é a principal fonte alimentar de L-citrulina, com a casca apresentando de 60 a 500 mg/100 g e a polpa de 40 a 160 mg/100 g. Entretanto, para alcançar doses 2 a 3 g diárias, seria necessário consumir grandes quantidades da fruta.
Para tornar a L-citrulina mais acessível, pesquisadores sugerem o desenvolvimento de formas concentradas, como pó, que facilitem transporte, armazenamento e ingestão, sem depender do consumo integral da fruta.
Além da L-citrulina, a melancia oferece vitaminas, minerais e carotenoides. A polpa vermelha contém licopeno, enquanto a amarela apresenta betacaroteno, ambos com potencial antioxidante e contribuição indireta à saúde cardiovascular.
Estudos indicam que compostos fenólicos também podem favorecer o coração, atuando na proteção estrutural e na resposta a variações climáticas. Sementes fornecem proteínas, lipídios e vitamina E; casca e polpa, carboidratos e micronutrientes em baixa densidade energética.
O consumo na forma natural é recomendado para preservar nutrientes. A fruta pode compor café da manhã, sobremesas, sucos, smoothies, picolé e saladas; a casca pode virar geleias, e as sementes, snacks tostados. Higiene adequada durante o manuseio é essencial.
Apesar dos benefícios, especialistas ressaltam que nenhum alimento substitui uma alimentação equilibrada. A combinação de diferentes nutrientes, hábitos de vida e individualidade é determinante para a saúde cardiovascular.
Fontes: Agência Einstein, estudo publicado na Nutrients, pesquisas da UFRJ e profissionais do Einstein Hospital Israelita.
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