- Estudo da Universidade de Oxford acompanhou mais de 1,8 milhão de pessoas ao longo de 16 anos, analisando 17 tipos de câncer.
- Vegetarianos apresentaram menor risco de mieloma múltiplo, câncer renal, câncer de pâncreas, câncer de próstata e câncer de mama em comparação aos que consomem carne.
- Pescetarianos tiveram menor risco de câncer de mama, rim e intestino; quem consome apenas carne de aves teve menor risco de câncer de próstata.
- Vegetarianos apresentaram quase o dobro de risco de carcinoma epidermoide do esôfago; veganos tiveram 40% mais risco de câncer de intestino, possivelmente por deficiências de nutrientes como a vitamina B12.
- Os autores ressaltam que o estudo não prova causalidade; mudanças no consumo de nutrientes e fortificação de alimentos vegetais ao longo do tempo podem influenciar os resultados.
Um estudo multinacional liderado pela Universidade de Oxford avaliou a relação entre dieta e câncer. Com dados de mais de 1,8 milhão de pessoas, acompanhadas por 16 anos, foram analisados 17 tipos de câncer. A pesquisa investiga o impacto de diferentes padrões alimentares na incidência.
Entre os participantes, 1,64 milhão consumiam carne, 63 mil eram vegetarianos, 9 mil eram veganos, 57 mil consumiam apenas carne de aves e 42 mil eram pescetarianos. Além da alimentação, dados sobre peso, tabagismo e outros fatores foram considerados.
Resultados-chave
Os vegetarianos apresentaram menor risco de mieloma múltiplo, câncer renal, câncer de pâncreas, câncer de próstata e câncer de mama, em comparação com quem consome carne. As reduções variaram entre 9% e 31%.
Entre pescetarianos houve menor risco de câncer de mama, rim e intestino, enquanto quem consome apenas carne de aves mostrou menor risco de próstata. Contudo, vegetarianos mostraram quase o dobro de risco de carcinoma epidermoide do esôfago.
Entre veganos, o risco de câncer de intestino ficou 40% mais alto do que entre quem consome carne, com hipóteses associadas à menor ingestão de cálcio e outros nutrientes.
Observações sobre o estudo
Os autores destacam que a pesquisa é observacional e não estabelece causalidade. Fatores de estilo de vida ou a composição geral da dieta vegetariana podem influenciar os resultados.
Os pesquisadores ressaltam ainda que, 16 anos atrás, havia menos produtos vegetais fortificados, o que pode impactar a comparação com o cenário atual de alimentação vegetariana.
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