- pesquisadores do MIT desenvolveram uma abordagem com IA generativa para planejar tarefas visuais de longo prazo, como navegação de robôs, com desempenho cerca de duas vezes superior a técnicas existentes.
- o sistema usa dois modelos de visão e linguagem: o SimVLM descreve a cena e simula ações; o GenVLM transforma essas simulações em arquivos no formato de definição de domínio para planejamento (PDDL) e refina a solução.
- os arquivos gerados são alimentados em um solucionador clássico de planejamento, que produz um plano passo a passo; o método atingiu taxa de sucesso média de cerca de setenta por cento.
- o approach demonstra capacidade de generalizar para problemas novos não vistos, sendo adequado a ambientes reais com mudanças súbitas.
- em testes, o framework atingiu mais de sessenta por cento de sucesso em seis tarefas 2D e acima de oitenta por cento em duas tarefas 3D, incluindo colaboração entre múltiplos robôs e montagem robótica.
Um grupo de pesquisadores do MIT apresentou uma abordagem híbrida baseada em IA generativa para planejar tarefas visuais de longo prazo, como navegação de robôs. O método combina modelos de visão e linguagem para interpretar cenas e simular ações.
A segunda etapa transforma essas simulações em arquivos de definição de domínio e problema na linguagem de planejamento PDDL. Um solucionador clássico gera o plano passo a passo, com refinamento via comparação com a simulação.
O sistema, denominado VLMFP, utiliza dois modelos especializados. SimVLM descreve a cena e simula ações; GenVLM produz arquivos PDDL a partir dessas descrições e é refinado pelo simulador.
Segundo os pesquisadores, o VLMFP obteve taxa de sucesso média de cerca de 70% em planos longos, o que supera as melhores técnicas de referência, em torno de 30%.
Resultados mostram boa capacidade de generalização para problemas não vistos previamente, incluindo ambientes com mudanças súbitas e tarefas de cooperação multirobot.
Desempenho e aplicações
Em tarefas 2D, o VLMFP alcançou cerca de 60% de sucesso; em cenários 3D, passou de 80%, com planos válidos em mais de 50% dos casos não vistos.
Os autores destacam que o sistema pode se adaptar a novos problemas mantendo o domínio estável, graças à separação entre descrição da cena e plano de ação.
O trabalho foi apresentado na conferência internacional sobre Representações de Aprendizado (ICLR) e financiado, parcialmente, pelo MIT-IBM Watson AI Lab.
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