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Tecnologia como aliada para o envelhecimento saudável

Tecnologia amplia envelhecimento ativo: 70% dos idosos online em 2024, com monitoramento de saúde, telemedicina e combate à solidão

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  • IBGE aponta que 24,5 milhões de idosos utilizaram a internet em 2024, representando quase setenta por cento desse grupo, frente a quarenta e quatro por cento em 2019.
  • A tecnologia amplia independência, conforto e segurança na velhice, com monitoramento de sinais vitais e facilitação de contato com médicos e familiares.
  • O conceito aging in place ganha força: dispositivos para saúde, alimentação, atividade física e softwares com inteligência artificial ajudam médicos a recomendar tratamentos personalizados.
  • Reabilitação ganha impulso com jogos interativos e realidade virtual, além de sensores, câmeras e assistentes de voz que aumentam a autonomia.
  • Comunicação e telemedicina reduzem isolamento: redes sociais, mensagens e videochamadas, além de consultas on-line e prescrições digitais.

A internet chegou à terceira idade em 2024, com 24,5 milhões de idosos conectados no Brasil. O número representa quase 70% da população nessa faixa etária, segundo dados do IBGE. Em 2019, eram 44,8%. A tendência aponta para maior uso de serviços digitais pela senescente.

Especialistas destacam o papel da tecnologia na prevenção de doenças, na reabilitação, na autonomia e na redução da solidão. O médico Egídio Dorea, da USP, afirma que dispositivos de monitoramento real e plataformas de comunicação fortalecem a independência do idoso.

Aging in place e a tecnologia

Com avanços, cresce o conceito de aging in place, que incentiva a permanência do idoso em casa com qualidade de vida. Dispositivos vestíveis monitoram sinais vitais, sono e glicose, enquanto apps promovem alimentação, atividade física e bem-estar.

Ferramentas de IA ajudam médicos a prever riscos e indicar tratamentos personalizados. Na reabilitação, jogos interativos e realidade virtual elevam a eficácia de terapias motoras e cognitivas, tornando o processo mais envolvente.

Segurança e casa conectada

Sistemas de segurança doméstica, sensores e assistentes de voz detectam quedas e mudanças comportamentais, ampliando autonomia do idoso e tranquilizando familiares. O setor acredita em crescimento nos próximos anos, com novas aplicações.

Comunicação e acesso à saúde

Redes sociais, mensagens e videochamadas ajudam a reduzir o isolamento social. A telemedicina facilita consultas, prescrições digitais e acompanhamento à distância, especialmente para quem vive longe de centros urbanos.

Apesar de desafios como letramento digital, as ferramentas digitais são vistas como complementares ao cuidado humano. Elas ampliam acesso, promovem autonomia e abrem novas vias de cuidado personalizado, segundo especialistas.

Observatório sobre inclusão tecnológica

Pesquisadores ressaltam a necessidade de integrar a população idosa ao ecossistema digital, para evitar exclusão. Investimentos em educação digital e acessibilidade devem acompanhar a expansão tecnológica.

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