- A energia geotérmica representa menos de um por cento da eletricidade global, mas pode atender parte do crescimento previsto até 2050 com tecnologias de próxima geração.
- A ideia é extrair calor de rochas a 100 a mais de 400 graus Celsius, em profundidades de vários quilômetros, usando água ou circuitos fechados.
- Locais promissores incluem Islândia e Nevada, EUA, onde as rochas são mais quentes mais perto da superfície; alcançar altas temperaturas exige perfuração até além de quatro quilômetros em rocha cristalina.
- O MIT lidera inovações em geotermia de nova geração, com perfuração por micro-ondas desenvolvida pela PSFC em parceria com Quaise Energy e iniciativas abertas pelo MIT Energy Initiative.
- Em prática, há apoio legislativo bipartidário nos Estados Unidos para pesquisar, testar e desenvolver a energia geotérmica de superhot rock.
O MIT e parceiros pesquisam rochas mais quentes e profundas para gerar energia elétrica em escala, com o objetivo de ampliar a geotermia de próxima geração. O foco atual é alcançar temperaturas entre 100 e 400 graus Celsius, em profundidades de várias quilômetros. A corrida envolve avanços tecnológicos, investimentos privados e políticas públicas.
A iniciativa acompanha movimentos globais que veem na geotermia uma fonte limpa e estável de energia. Países como Kenya e Islândia já utilizam o recurso em larga escala. Analistas estimam que a geotermia poderia responder por parte relevante do crescimento da demanda elétrica até 2050, se custos caírem.
No âmbito do MIT, a pesquisa é conduzida pela MIT Energy Initiative (MITEI) e centros associados. Tecnologias de perfuração com micro-ondas, desenvolvidas no Plasma Science and Fusion Center, são protagonistas na busca por perfuração mais rápida em rochas profundas. A startup Quaise Energy está trazendo a tecnologia ao mercado.
Elementos-chave da geotermia de próxima geração
Para viabilizar instalações, a combinação de calor, fluido adequado e permeabilidade do reservatório é essencial. Sistemas fechados utilizam fluidos de trabalho com propriedades térmicas apropriadas, confinados em tubulações. Técnicas de geofísica ajudam a localizar rochas quentes a poucos quilômetros da superfície.
Perfuração profunda continua sendo o principal obstáculo financeiro e técnico. Estimativas revelam que perfurar poços exploratórios pode custar milhões, com incertezas sobre a presença de calor. Inovações recentes aumentam a taxa de perfuração e reduzem custos, mas o risco persiste.
Supervisão e inovação em MIT
A pesquisa envolve projetos de laboratório dedicados ao estudo de perfuração de rocha cristalina a altas temperaturas. O foco é entender a interação entre rochas, fluidos e equipamentos em condições reais de pressão. A colaboração busca acelerar testes e validação de novas soluções.
Uma linha importante é o desenvolvimento de tecnologias de sensores e materiais que suportem ambientes extremos. A iniciativa também envolve iniciativas de empresários e aceleradores para transformar descobertas em aplicações comerciais.
Eventos e disseminação tecnológica
Durante encontros do MITEI, pesquisadores apresentaram avanços a empresas associadas, com debates sobre geração de energia firme e armazenamento. Simpósios conjuntos discutiram políticas públicas, regulação e incentivos para ampliar a geotermia de próxima geração. A participação inclui especialistas de várias disciplinas.
A atuação do MIT também envolve a organização de bootcamps para a comunidade interna, com foco em fundamentos, tecnologias-chave e projetos atuais. As iniciativas refletem a crescente demanda de setores de energia, infraestrutura e indústria pesada por soluções geotérmicas seguras e competitivas.
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