- A segurança do presidente neutralizou 135.311 drones entre 2023 e 2026, com a maioria das ocorrências em Brasília, por meio de um sistema fixo no Palácio do Planalto e nas residências oficiais.
- Eventos presidenciais fora de Brasília tiveram menos registros: 23 drones neutralizados em 2024, seis em 2025 e dois em 2026; em 2023 não houve casos semelhantes.
- O DroneGun Tactical é uma arma anti‑drone leve (7 kg) que funciona liberando sinais de radiofrequência para cortar a comunicação entre o drone e quem o pilota.
- O dispositivo exige treinamento específico e seu uso no Brasil é restrito às forças de segurança; foi desenvolvido na Austrália e consegue identificar até cinco tipos de radiofrequência.
- A Anatel homologou o DroneGun Tactical em setembro de 2021; além de uso em eventos de segurança, já é utilizado em presídios para impedir transporte de celulares e drogas.
O aparato de segurança do presidente Lula neutralizou 135.311 drones entre 2023 e 2026. Os bloqueios ocorreram tanto em eventos oficiais quanto ao redor de prédios no Planalto em Brasília, por meio de um sistema fixo instalado no Palácio do Planalto e nas residências oficiais. O objetivo é impedir aproximações de aeronaves não autorizadas sem uso de projéteis.
A maior parte das ocorrências ocorreu na capital federal, com 135.311 tentativas de aproximação bloqueadas. Casos em agendas presidenciais fora de Brasília somaram 23 em 2024, seis em 2025 e dois em 2026. Em 2023 não houve registros nesse tipo de evento externo.
O DroneGun Tactical é o equipamento utilizado, considerado leve (7 kg) apesar do formato robusto. A operação não envolve projéteis: o dispositivo emite sinais de radiofrequência que interrompem a comunicação entre o drone e o operador, levando-o a descer ou a ser redirecionado. O uso exige treinamento específico e, no Brasil, é restrito a forças de segurança.
Como funciona o DroneGun Tactical
Desenvolvido na Austrália, o modelo identifica até cinco tipos de radiofrequência. Possui antenas direcionais e permite selecionar a faixa de interferência para neutralizar o alvo. Com a intervenção, é possível localizar o piloto ao induzir o drone a retornar ao ponto de origem. Em uma interceptação anterior em Brasília, o equipamento permitiu pousar a aeronave em local seguro.
A arma é homologada pela Anatel desde setembro de 2021. No Brasil, tem aplicação em situações de segurança pública para evitar danos ou operações inadequadas, incluindo casos envolvendo imagens não autorizadas e, em áreas prisionais, o uso para impedir a entrada de dispositivos proibidos.
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