- A Eurofarma recebeu registro da Anvisa para o XCOPRI (cenobamato), indicado para controle de crises epilépticas, com previsão de ficar disponível ainda em 2026.
- O cenobamato tende a ter maior eficácia na epilepsia farmacorressistente, com estudo mostrando eliminação de crises em 20% dos pacientes; em casos graves, a liberdade de crises com tratamentos existentes fica entre 1% e 5%.
- Quando usado como terapia adjuvante, doses de 400 mg por dia reduziram a frequência de crises em 65% na fase de manutenção, e 200 mg por dia resultaram em redução de 55,6%.
- O XCOPRI foi desenvolvido em parceria com a SK Biopharmaceuticals e já foi aprovado em outros países da América Latina; o preço máximo será definido pela CMED ainda neste ano.
- A inclusão no SUS depende da avaliação da Conitec e da decisão do Ministério da Saúde, e o medicamento atua regulando a atividade elétrica do cérebro para reduzir a frequência das crises.
A Eurofarma informou que recebeu registro da Anvisa para o XCOPRI, cenobamato, novo medicamento para epilepsia. O fármaco visa controlar crises em pacientes com epilepsia de difícil manejo e deve chegar ao Brasil ainda em 2026. A aprovação ocorre em meio a avanços terapêuticos no tratamento.
Especialistas destacam que o cenobamato é considerado uma das terapias mais avançadas para crises difíceis. Em epilepsia farmacorresistente, estudos indicaram eliminação de crises em 20% dos pacientes. Em casos graves, a taxa de liberdade de crises com tratamentos existentes fica entre 1% e 5%.
A depender da CMED, o preço máximo do XCOPRI será definido ainda em 2026, para viabilizar a comercialização pela empresa. A inclusão do medicamento no SUS depende de avaliação da Conitec e de decisão do Ministério da Saúde.
Preço e acesso
O XCOPRI foi desenvolvido em parceria com a SK Biopharmaceuticals e já tem aprovação em outros países da América Latina. A definição de preço ocorrerá pela CMED ainda neste ano, influenciando a disponibilidade futura.
Uso clínico e posição no tratamento
Geralmente, o cenobamato é usado em combinação com outros anticonvulsivantes, com ajuste de dose ao longo do tratamento. Em estudos, 400 mg/dia na manutenção reduziram crises em 65% e 200 mg/dia, 55,6%.
Especialistas ressaltam que a liberação de crises pode permitir retorno a atividades diárias antes limitadas pela doença. O medicamento atua regulando a atividade elétrica cerebral para manter funcionamento estável.
Acesso regulatório e etapas
A inclusão no SUS depende da avaliação da Conitec e de decisão do Ministério da Saúde. Enquanto isso, a disponibilização no mercado segue dependente da aprovação de preço pela CMED e da estratégia de distribuição da Eurofarma.
Contexto da doença
A epilepsia grave aumenta risco de morte súbita e reduz qualidade de vida. Embora haja tratamentos, muitos pacientes ainda não alcançam o controle adequado das crises, o que motiva a busca por opções como o cenobamato.
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