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Broncopneumonia causa internação de Bolsonaro e explica quadro clínico

Bolsonaro permanece em UTI com broncopneumonia bacteriana bilateral de origem aspirativa; quadro é potencialmente grave e requer tratamento e monitoramento

O chefe do médico da UTI, Everton Padilha Gomes, examina uma radiografia de tórax de um paciente em um hospital de campo criado para tratar pacientes que sofrem da doença por coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo
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  • Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, na sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral de origem provável aspirativa.
  • Boletim médico aponta febre alta, saturação de oxigênio baixa, sudorese e calafrios; exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico.
  • A pneumologista afirma que o quadro pode ser potencialmente grave e requer cuidados médicos; na broncopneumonia, há múltiplos focos inflamatórios em lobos diferentes.
  • A pneumonia é uma das principais causas de mortalidade em idosos e pode exigir internação conforme a condição de saúde e comorbidades, como diabetes e tabagismo.
  • A tratamento é com antibióticos; a vacinação contra pneumococo pode prevenir boa parte dos casos em grupos de risco, e a prevenção também passa pela vacinação contra influenza e acompanhamento médico regular.

Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira no Hospital DF Star, em Brasília, na Unidade de Terapia Intensiva. O ex-presidente apresenta broncopneumonia bacteriana bilateral, provável origem aspirativa, conforme boletim médico. Ele entrou na UTI com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico. Segundo a equipe médica, a condição é potencialmente grave e requer monitoramento estreito e tratamento específico.

Segundo a pneumologista consultada pela Agência Brasil, a broncopneumonia pode exigir cuidados intensivos, pois envolve múltiplos focos de infecção em lobos diferentes e pode comprometer a troca de oxigênio no pulmão. A gravidade depende da imunidade e de comorbidades.

Fatores e desdobramentos

A especialista destacou que a pneumonia é uma das principais causas de mortalidade entre idosos e de mortalidade em pacientes hospitalizados. Doenças que afetam a imunidade, como diabetes, ou hábitos como o tabagismo, influenciam a evolução da doença.

Os sinais comuns incluem tosse, febre e dor no peito, acompanhado de prostração, falta de apetite e dificuldade para respirar. Em pacientes com imunidade comprometida, os sintomas podem ser atípicos, com pouca febre ou apenas indisposição.

Tratamento e prevenção

O tratamento é baseado em antibióticos, com o pneumococo como principal agente bacteriano responsável pela grande maioria dos casos. A prevenção envolve vacinação, especialmente para grupos de risco, e avaliação médica próxima.

Para pessoas com mais de 60 anos, a vacinação contra a pneumonia é recomendada, aliada à vacinação contra a influenza, que reduz a propensão a coinfecções que evoluem para pneumonia. A orientação médica prioriza diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.

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