- Pesquisadores do MIT desenvolveram o PlasmoSniff, um sensor portátil que detecta biomarcadores exalados ligados a pneumonia após inalar nanopartículas sintéticas.
- O objetivo é fornecer diagnóstico em minutos no ponto de atendimento, sem depender de raio X ou de resultados de laboratório demorados.
- O dispositivo usa plasmonia e espectroscopia Raman para ampliar o sinal dos biomarcadores presos entre partículas de ouro e filme de ouro, liberados pela ação de enzimas associadas à infecção.
- O estudo, liderado pela professora associada Loza Tadesse e com a colaboração de Sangeeta Bhatia, foi publicado na Nano Letters.
- A equipe pretende integrar o sensor a um instrumento de mão para uso clínico ou domiciliar, com coleta de respiração similar a uma máscara.
O MIT desenvolveu um teste de respiração que pode indicar pneumonia e outras doenças respiratórias rapidamente. O sistema usa um sensor portátil em formato de chip que captura biomarcadores ligados a nanopartículas inaláveis. O objetivo é oferecer diagnóstico em minutos no ponto de atendimento.
O estudo, conduzido por pesquisadores do MIT, também envolve a detecção de biomarcadores exalados de pneumonia a concentrações extremamente baixas. A equipe afirma que o dispositivo pode ser usado em consultórios e em casa, com leitura rápida sem necessidade de equipamentos de laboratório tradicionais.
Como funciona o teste
O sensor utiliza plasmonia para ampliar o sinal óptico. Nanopartículas de ouro, envoltas por silica porosa, ficam próximas a uma camada de ouro, criando um espaço de apenas 5 nanômetros. Biomarcadores presos aos biomarcadores se ligam a moléculas de água no gel, facilitando a detecção.
A leitura ocorre via espectroscopia Raman, que identifica as vibrações químicas dos biomarcadores. Ao exalar, o usuário libera os biomarcadores desbloqueados, cuja assinatura vibracional é comparada com o banco de dados da equipe para confirmar a presença de pneumonia.
Desenvolvimento e próximos passos
O grupo de Loza Tadesse lidera o projeto, buscando tornar o sensor compatível com um instrumento de mão. Aditya Garg, pesquisador participante, diz que o objetivo é atingir diagnóstico em aproximadamente 10 minutos no ponto de cuidado.
A equipe já testou o sensor com amostras de fluidos pulmonares de camundongos saudáveis, aos quais adicionaram biomarcadores de pneumonia. Os experimentos simulam a respiração exalada para demonstrar sensibilidade e rapidez.
Contexto e aplicações
Os autores destacam que o formato chip pode ser aplicado a outras doenças, desde que haja um biomarcador com impressão vibracional conhecida. Além de uso clínico, a tecnologia pode detectar poluentes ou químicos industriais.
O trabalho foi publicado online na revista Nano Letters, com colaboração de pesquisadores de diferentes grupos do MIT. Entre os coautores estão Marissa Morales, Sangeeta Bhatia e outros colegas.
Referências e financiamento
A pesquisa contou com apoio de fundação Open Philanthropy (agora Coefficient Giving) e contou com etapas de caracterização realizadas no MIT.nano. Os autores ressaltam que o desenvolvimento ainda está na fase experimental, com planos para sistemas de coleta de respiração.
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