- Estudos sugerem que ter animais de estimação, especialmente cães, está associado a melhor saúde geral, incluindo pressão arterial mais baixa e menor risco de doenças cardiovasculares.
- Uma grande revisão de estudos mostrou que ter um cachorro está ligado a um risco 24% menor de morte por qualquer causa ao longo de dez anos.
- A American Heart Association reconhece que ter um cachorro pode ser razoável para reduzir o risco de doença cardiovascular, mas não recomenda adoção apenas com esse objetivo.
- A relação entre possuir cão e longevidade pode não ser causal; em alguns estudos, não houve diferença de mortalidade quando a atividade física foi similar entre donos e não donos.
- Benefícios também podem vir do bem-estar mental e da redução da solidão, especialmente para pessoas que vivem sozinhas.
Dnhor, cardiologista e economista da saúde, Dhruv Kazi, passou de curioso sobre cachorros a defensor dos efeitos dos cães na saúde. Mudou-se para Boston em 2019 para comandar a Unidade de Terapia Intensiva Cardíaca, enfrentando a solidão da pandemia de COVID-19. Em 2021, adotou Rumi, um filhote de vizsla, que mudou sua rotina.
Antes da adoção, Kazi vivia sozinho e trabalhava na UTI, o que tornou o primeiro ano da pandemia particularmente duro. Com Rumi, ele passou a sair mais, socializar com vizinhos e ganhar energia positiva, ajudando a manter a sanidade durante o período.
Pesquisas ao longo de décadas associam a posse de animais de estimação, sobretudo cães, a melhor saúde geral. Observa-se redução de pressão arterial, menor risco de doenças cardiovasculares e menor probabilidade de morte após ataque cardíaco ou AVC.
Uma grande revisão de estudos de 2019 mostrou que ter um cachorro está relacionado a 24% menor risco de morte por qualquer causa ao longo de uma década. A American Heart Association reconhece esse benefício, destacando que ter um cachorro pode reduzir o risco cardiovascular, sem indicar adotar apenas pela saúde.
Donos de pets, especialmente de cães, tendem a viver mais e com maior bem-estar. Ainda assim, a relação entre ter um cão e causalidade de longevidade não é estabelecida de forma definitiva, segundo especialistas.
O que explica os benefícios
Especialistas destacam que cães incentivam a atividade física, ajudando a cumprir recomendações de exercício. Em alguns estudos, donos que passeavam com seus cães atingiam as metas de atividade, embora haja dados conflitantes sobre o impacto apenas de possuir um cão sem caminhar com ele.
Outras pesquisas sugerem que o efeito pode depender do estilo de vida do tutor. Caso haja hábitos pouco saudáveis, isso pode se refletir no bem-estar do animal. Estudos apontam também que animais de estimação podem influenciar o bem-estar mental, reduzindo sentimentos de solidão.
Ainda assim, a relação entre cães e longevidade envolve variáveis sociais e de saúde mental. A companhia de um animal pode ser especialmente benéfica para pessoas solteiras ou isoladas, contribuindo para a qualidade de vida.
Considerações finais
Especialistas ressaltam que não há unanimidade sobre causalidade direta entre possuir um cachorro e maior longevidade. O debate permanece aberto, com evidências fortes de associação, mas ainda necessárias para confirmar efeitos causais claros.
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