- O Ministério da Saúde prevê investir R$ 161,5 milhões em estudos sobre imunizantes no novo Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas) da UFMG, cuja primeira fase das obras já foi concluída.
- Em dois mil e vinte e cinco, cinco projetos foram aprovados para o CNVacinas, incluindo vacinas para Chagas, Malária, Mpox e uma vacina nasal de nanopartículas para covid-19.
- O CNVacinas fica no Parque Tecnológico de Belo Horizonte e terá cerca de 8.700 metros quadrados, com laboratório certificado GMP; a conclusão da sede está prevista para o fim de dois mil e vinte e seis.
- A equipe atual reúne cerca de 90 pesquisadores e colaboradores de UFMG, USP e Bio-Manguinhos; a previsão é ampliar para aproximadamente 130 pessoas, com duração de atividades de pesquisadores, técnicos, gestores e estudantes.
- A iniciativa busca superar o “vale da morte” entre pesquisa e produção, conectando pesquisa, desenvolvimento e transferência tecnológica para a indústria, com foco na autonomia produtiva nacional e potencial exportação.
O Ministério da Saúde anunciou investimento de cerca de 161,5 milhões de reais em projetos de desenvolvimento de vacinas no novo Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), instalado pela parceria entre governo federal, governo de Minas Gerais e UFMG. A medida visa levar pesquisas brasileiras até a produção e testes na indústria farmacêutica nacional, com potencial uso no SUS.
O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, vistoriou a conclusão da primeira fase das obras no CNVacinas, localizado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte. A instituição pretende transformar pesquisas em vacinas e insumos para a indústria, fortalecendo a autonomia produtiva do país.
O CNVacinas está integrado ao esforço do Ceis e da Nova Indústria Brasil, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é ampliar a capacidade de desenvolvimento científico e reduzir dependência de insumos externos, promovendo transferência de tecnologia.
Estrutura
A sede, com cerca de 8.700 m², deve ficar pronta até o fim de 2026. O espaço terá laboratório certificado com Boas Práticas de Fabricação e áreas para desenvolvimento de protótipos de vacinas. A unidade permitirá produzir doses para estudos clínicos em pequena escala.
A equipe atual soma cerca de 90 pesquisadores de UFMG, USP e Bio-Manguinhos, atuando em microbiologia, imunologia, bioquímica, biologia molecular e farmacologia. A previsão é contar com aproximadamente 130 profissionais permanentes ao final da obra.
Da pesquisa à produção
A expectativa é superar o chamado vale da morte, conectando pesquisa acadêmica à fabricação e comercialização. O CNVacinas deverá atuar como um complexo de inovação, cobrindo etapas desde a pesquisa básica até transferência tecnológica para o setor produtivo.
Entre os projetos aprovados em 2025 estão vacinas e testes rápidos para emergências sanitárias, diagnóstico de hepatite delta, doença de Chagas terapêutica, malária e leishmaniose, Mpox com base em MVA e vacinas para malaria causada pelo Plasmodium vivax. Também está em estudo uma vacina nasal de nanopartículas para covid-19.
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