- Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, assinou um Memorando de Entendimento com a WuXi Biologics na China, durante a viagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
- O acordo cria bases de cooperação em pesquisa, desenvolvimento tecnológico, capacitação e produção de imunobiológicos para ampliar a escala de vacinas do SUS.
- A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber Guimarães, afirma que o texto abre caminho para intercâmbio de pesquisas, conhecimento técnico e possibilidades concretas de fabricação.
- O memorando prevê intercâmbio de pesquisadores, compartilhamento de documentação técnica, desenvolvimento conjunto e uso de tecnologias avançadas de fabricação, com potencial de dobrar a capacidade de produção, conforme as vacinas priorizadas.
- A vigência inicial é de cinco anos, com prorrogação, e será acompanhada por um comitê coordenador bilateral, dentro da estratégia de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e a autonomia produtiva brasileira.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de Bio-Manguinhos, assinou um Memorando de Entendimento com a WuXi Biologics, da China, para ampliar a capacidade produtiva de vacinas para o SUS. O acordo foi firmado durante visita oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à China.
O objetivo é estabelecer cooperação estruturada em pesquisa, desenvolvimento, capacitação e produção de imunobiológicos, com potencial de ampliar a escala de fabricação de imunizantes destinados ao SUS. Padilha destaca que a parceria fortalece a atuação internacional da Fiocruz na área de vacinas.
Para Rosane Cuber Guimarães, diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, o acordo abre frentes de cooperação tecnológica e produtiva, com intercâmbio de pesquisadores e compartilhamento de conhecimento. A parceria pode viabilizar produção ampliada de vacinas e ampliar a capacidade produtiva nacional.
O memorando prevê cooperação em etapas críticas da cadeia produtiva, incluindo intercâmbio de equipes técnicas, compartilhamento de documentação e desenvolvimento conjunto de projetos. Também envolve escalonamento industrial e uso de tecnologias avançadas de fabricação, como MSAT.
Dependendo das vacinas priorizadas, ainda em definição, a capacidade de produção de Bio-Manguinhos pode chegar a dobrar. Um comitê coordenador bilateral acompanhará a implementação e os resultados do acordo por cinco anos, com prorrogação.
A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, buscando maior autonomia produtiva e redução de dependência de insumos estratégicos para o SUS. O acordo ressalta o papel da Fiocruz na resposta sanitária nacional.
Edjalma Borges, do Ministério da Saúde, destaca que a parceria reforça a atuação do Brasil em saúde pública e amplia a capacidade de resposta a demandas sanitárias da população. A assinatura ocorreu no âmbito da cooperação científica e tecnológica Brasil-China.
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