- Afastamentos por incapacidade mental no trabalho passaram de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024, alta de 134%.
- A partir de maio de 2026, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 torna obrigatória a identificação e a gestão de riscos psicossociais nas empresas.
- Entre os afastamentos, reações ao estresse representam 28,6%, ansiedade 27,4%, episódios depressivos 25,1% e depressão recorrente 8,46%.
- Sinais de alerta incluem queda de produtividade sem justificativa, conflitos frequentes entre colegas e afastamentos repetidos ou pedidos de desligamento.
- Medidas recomendadas: mapear riscos periodicamente, capacitar lideranças, criar canais de escuta e apoio emocional e monitorar clima organizacional e absenteísmo.
Aumento de afastamentos por incapacidade mental no trabalho chamou atenção de fontes oficiais. Em 2022 foram 201 mil casos; em 2024, 472 mil. A alta de 134% ocorre em meio a uma norma que, a partir de maio de 2026, obriga a identificação de riscos psicossociais nas empresas.
Dados do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho no Brasil indicam que 28,6% dos afastamentos por estresse são os mais comuns, seguidos de 27,4% de ansiedade e 25,1% de episódios depressivos. Um quarto envolve depressão recorrente (8,46%).
O problema, afirmam especialistas, aparece nos comportamentos e na relação entre equipes. Riscos psicossociais costumam se manifestar na produtividade, no clima e nas relações, e não costumam passar despercebidos.
Sinais de alerta no ambiente de trabalho
A primeira pista é a queda de produtividade sem motivo claro. Funcionário antes engajado reduz a entrega sem explicação, sinalizando estafa emocional ou sobrecarga oculta.
Se não tratados, esses fatores podem evoluir para burnout ou depressão, elevando custos para a empresa e dificultando a recuperação do trabalhador.
Conflitos entre colegas também indicam desgaste emocional. Tensões frequentes, comunicação agressiva ou omissa agravam o sofrimento psíquico e prejudicam a colaboração.
Afastamentos repetidos e pedidos de desligamento aparecem como terceiro sinal. A desmotivação e o burnout elevam a rotatividade, impactando custo e continuidade das equipes.
Medidas para reduzir riscos psicossociais
Especialista aponta ações como mapeamento periódico, capacitação de lideranças, canais de escuta ativa, apoio emocional e monitoramento de clima e absenteísmo. Cuidar da saúde mental no trabalho é essencial para a produção e a colaboração.
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