- Em Mato Grosso do Sul, uma das maiores reservas indígenas do país, em Dourados, enfrenta surto de Chikungunya, com cerca de 22 mil indígenas de três etnias.
- Já foram registradas cerca de 700 notificações e mais de 200 casos confirmados; quatro pessoas morreram.
- Um centro de triagem improvisado foi montado na aldeia para agilizar atendimentos, com coleta de sangue e distribuição de medicamentos.
- O armazenamento inadequado de água em parte da reserva pode ter contribuído para a proliferação do mosquito transmissor.
- A força nacional do Sistema Único de Saúde foi acionada; pesquisadores da Fiocruz e do Ministério da Saúde chegaram para acompanhar as ações, enquanto agentes percorrem as aldeias para eliminar focos do mosquito.
O Mato Grosso do Sul vive um surto de Chikungunya em uma das maiores reservas indígenas do país, localizada em Dourados. O quadro é crescente, com quatro mortes registradas até o momento. Medidas de saúde foram acionadas para conter a transmissão.
Na aldeia, foi montado um centro de triagem improvisado para acelerar atendimentos de moradores com sintomas da doença. Exames de sangue são coletados e medicamentos distribuídos para pacientes suspeitos e confirmados.
A reserva abriga aproximadamente 22 mil indígenas de três etnias. Ao todo, são cerca de 700 avisos de síndrome febril e mais de 200 casos confirmados. O armazenamento inadequado de água em parte da comunidade é apontado como fator contributivo para a proliferação do mosquito.
Ações e respostas oficiais
A força nacional do SUS foi acionada para traçar estratégias de combate. Pesquisadores da Fiocruz e do Ministério da Saúde chegaram a MS nesta quinta-feira para acompanhar as frentes de trabalho.
Agentes de saúde percorrem as aldeias para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti e orientar moradores. As autoridades destacam a necessidade de melhorias estruturais e de vigilância para reduzir novos casos.
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