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Dia Mundial do Rewilding: esperança para espécies e ecossistemas

Na Dauphiné Alps, maior projeto de rewilding francês reintroduz quatro abutres e planeja lobos, lynx e grandes herbívoros

The four gorillas on the day they were reintroduced to Virunga National Park. Image courtesy of GRACE.
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  • World Rewilding Day é celebrado em 20 de março para destacar esforços de restauração de áreas degradadas ao redor do mundo.
  • Na Dauphiné Alps, na França, está em curso o maior projeto de rewilding do país, com a reintrodução de quatro espécies de abutres após criação em cativeiro.
  • O plano inclui devolução de grandes herbívoros, como ponies Polish konik e gado Scottish Galloway, para facilitar a dispersão de sementes e o renascimento da floresta; há também intenção de reintroduzir linces euroasiáticos e, eventualmente, lobos, embora este último encontre resistência local.
  • No Lago Toba, na ilha de Sumatra, Indonésia, um aposentado trabalha para reverter o desmatamento, com ações comunitárias de reflorestamento e defesa de leis ambientais mais rígidas.
  • Em projetos voltados a espécies, four gorilas fêmeas foram reintegradas ao Parque Nacional Virunga, na República Democrática do Congo, e, no Brasil, de monkeys-urais marrons foram vacinados contra a febre amarela e reintroduzidos no Parque Nacional Tijuca, no Rio de Janeiro.

World Rewilding Day em 20 de março celebra esforços humanos para restabelecer áreas degradadas e incentivar a recuperação de espécies, em diferentes escalas, desde espécies isoladas até parques urbanos e ilhas inteiras.

Na França, o maior projeto de rewilding ocorre nos Alpes do Dauphiné, no sul do país. A região, que teve grande parte desmatada no século XVIII, recebe retorno de árvores nativas e fauna. Quatro espécies de abutres já foram reintroduzidas após reprodução em cativeiro, contribuindo para o controle de carniça e atraindo visitantes.

O plano envolve ainda grandes herbívoros, como pôneis konik poloneses e vacas Galloway da Escócia, que devem disseminar sementes para futura floresta. Ações para reintroduzir lynx euroasiático e, futuramente, lobos também estão em estudo, embora haja resistência local à presença de predadores.

Em Sumatra, o Lago Toba, maior lago vulcânico do mundo, enfrenta desmatamento histórico que deixou a borda florestal vulnerável a resíduos, pesticidas e erosão. Um voluntário aposentado lidera iniciativas comunitárias para reflorestamento e defesa de leis ambientais mais rígidas, com apoio de redes locais.

Em escala global, projetos focam em espécies-chave. No Congo, no Parque Nacional Virunga, quatro fêmeas de gorila-das-montanhas foram devolvidas à natureza após preparação do GRACE, grupo responsável pela reabilitação. As espécies retornaram ao habitat natural com monitoramento em curso.

No Brasil, no Parque Nacional da Tijuca, na Mata Atlântica do Rio de Janeiro, macacos-oursinhos-pardos enfrentaram mortalidade por febre amarela. Cientistas adaptaram uma vacina humana para tratar os primatas, viabilizando a reintrodução à área, que atua na dispersão de sementes e na restauração de ecossistemas urbanos.

Esses exemplos destacam que a rewilding pode ocorrer em diferentes níveis, desde recortes locais até grandes reservas, sempre com objetivo de restaurar serviços ecossistêmicos, oferecer habitats para espécies ameaçadas e promover conscientização ambiental entre comunidades.

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