- A abertura da COP15 em Campo Grande reuniu autoridades, ONU, sociedade civil, cientistas e comunidades tradicionais, com discursos até o dia 29 de março.
- A ministra Marina Silva abriu o evento reforçando a necessidade de cooperação entre países para proteger espécies migratórias e promover conectividade ecológica e ações contra a mudança climática.
- A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, destacou a piora nas perspectivas para quase metade das espécies protegidas e apontou avanços como a recuperação de tartarugas-verdes graças a áreas protegidas bem conectadas.
- Povos tradicionais, como o povo Terena, apresentaram a Dança da Ema; representantes quilombolas lembraram a importância do Pantanal como vida e território, ressaltando a proteção e demarcação de terras.
- Após os discursos, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Capobianco, foi eleito presidente da COP15 e a agenda com mais de cem itens foi aprovada por unanimidade.
A cerimônia de abertura da COP15, em Campo Grande (MS), reuniu autoridades, representantes da ONU, cientistas e comunidades tradicionais. O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira (23) com foco na proteção de espécies migratórias e na conectividade ecológica. O tom foi de diversidade de vozes e de compromisso com ações transversais até o dia 29.
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, abriu o encontro com uma mensagem de cooperação entre países para conciliar desenvolvimento e conservação. A titular ressaltou que a união entre nações pode fortalecer a proteção das espécies listadas na CMS e ampliar ações ligadas ao clima.
A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, destacou dados de um relatório recente sobre espécies migratórias, que apontam queda de conservação em 49% das espécies protegidas. Ela citou avanços como a recuperação de tartarugas-verdes e o papel de áreas protegidas conectadas para a recuperação de populações.
Povos tradicionais
Indígenas do povo Terena executaram a Dança da Ema, manifestação cultural de resistência. A comunidade quilombola teve participação de Adriana da Silva Soares, que afirmou a importância do Pantanal para a vida, a ancestralidade e a demarcação de territórios.
A bióloga Tatiana Neves, coordenadora do Projeto Albatroz, reforçou a necessidade de unir saberes para proteger espécies migratórias. Ela afirmou que a cooperação entre pesquisadores e comunidades pode ampliar resultados significativos para a conservação.
Após os discursos, o auditório recebeu representantes de governos, agências da ONU, cientistas e organizações civis para acompanhar a primeira etapa da conferência. A atenção esteve voltada ao planejamento dos próximos dias e às ações esperadas.
Agenda e liderança
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, foi eleito presidente da COP15 por unanimidade. Em seguida, ele aprovou a agenda com mais de 100 itens a serem debatidos ao longo da semana. Capobianco destacou que os itens foram aprovados por unanimidade, sinalizando início positivo para a conferência.
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