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Estudo aponta que 70% dos brasileiros recorrem à IA para dúvidas de saúde

Uso da IA em saúde cresce no Brasil; 71% recorreram a ferramentas no último ano, com risco de ansiedade e interpretações incorretas de sintomas

A IA já é usada por brasileiros para pesquisar questões de saúde; entenda.
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  • Sete em cada dez brasileiros usaram IA no último ano para tirar dúvidas de saúde; entre pessoas com doenças crônicas, o índice chega a 81,4%.
  • Mulheres têm maior uso de IA para saúde (74,5%) do que homens (66,2%).
  • Principais temas pesquisados: sintomas gerais (59,6%), nutrição (54%), saúde mental (46,8%), exercícios (44,8%) e medicamentos (44,6%).
  • A IA deve ser vista como complemento à avaliação médica, não substituindo o médico, e a telemedicina ajuda a tornar o atendimento mais ágil.
  • Riscos indicados: 20,2% passaram a pesquisar excessivamente e 16,8% ficaram mais ansiosos; 30% interpretaram sintomas como mais graves.

Uma pesquisa do aplicativo de telemedicina Olá Doutor aponta que sete a cada dez brasileiros já recorreram a ferramentas de inteligência artificial (IA) para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças. O estudo analisa uso, temas mais pesquisados e percepções sobre os riscos.

Foram entrevistados 500 brasileiros com mais de 18 anos, de todas as regiões. Os resultados indicam que 71% utilizaram IA no último ano para buscar informações de saúde.

O levantamento mostra que o uso é maior entre pacientes com doenças crônicas, com 81,4% nesse grupo, frente a 61,6% entre os demais. Mulheres têm maior propensão de uso do que homens: 74,5% ante 66,2%.

Profissionais de educação também aparecem entre os mais engajados, com estudantes e pessoas até 30 anos entre os que mais recorrem à IA. Entre os temas pesquisados, destacam-se sintomas gerais, nutrição, saúde mental, exercícios e medicamentos.

Apenas para contextos específicos, o estudo revela que 49% usaram IA recentemente para pesquisar medicamentos, 41,6% para entender diagnósticos e 35,4% para interpretar exames ou laudos médicos.

Entre os assuntos mais buscados estão sinais como febre, dor e mal-estar (59,6%), alimentação e nutrição (54%), saúde mental (46,8%), condicionamento físico (44,8%), além de medicamentos e seus efeitos (44,6%).

Limites e uso responsável

Segundo o CEO do Olá Doutor, Anderson Zilli, as ferramentas devem ser vistas como complemento da avaliação médica, não substitutos. Ele ressalta que a telemedicina facilita o acesso ao atendimento e pode reduzir decisões precipitadas com base apenas na internet.

Ainda segundo o estudo, 58,8% passaram a prestar mais atenção a sinais do próprio corpo, e 52,4% passaram a buscar mais informações sobre prevenção e cuidados com a saúde. Esses efeitos são vistos como positivos quando acompanhados de orientação profissional.

Riscos identificados

O levantamento aponta riscos, como pesquisar sintomas de forma excessiva (20,2%) e ficar mais ansioso sobre a própria saúde (16,8%). Três a cada dez admitiram interpretar sinais como mais graves do que realmente são, e 22,4% disseram ter minimizado sintomas que depois mostraram maior gravidade.

Há preocupação quanto a seguir orientações da IA que possam contradizer conselhos médicos. A pesquisa enfatiza a importância de avaliação clínica e do acompanhamento profissional para evitar atrasos no diagnóstico.

A maioria dos entrevistados acredita que a IA deve ganhar espaço nos próximos anos, desde que haja limites e cuidados no uso.

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