- Molécula pTOS, identificada na digestão da píton, pode reduzir o apetite e auxiliar na perda de peso em mamíferos, conforme estudo publicado na Nature.
- Em camundongos, a aplicação oral diária de pTOS levou a uma queda de cerca de 9% no peso corporal sem comprometer ingestão de água, atividade física ou gasto energético.
- A pTOS atua no cérebro ao ativar o hipotálamo ventromedial, aumentando a saciedade; na píton, os níveis aumentam até mil vezes após a refeição, com gasto energético maior que quarenta vezes.
- Em humanos, 24 jovens saudáveis apresentaram aumento de pTOS de até cinco vezes após as refeições; em outros 10 homens em jejum, houve o dobro de pTOS após três refeições com líquido e sólido.
- Os resultados sugerem potencial uso terapêutico da molécula no tratamento da obesidade com doses controladas, monitoradas por profissionais, sem relatos de efeitos colaterais nos dados apresentados.
Uma molécula identificada na digestão da serpente píton pode reduzir o apetite em mamíferos e auxiliar no enfrentamento da obesidade em humanos, segundo estudo publicado na Nature. A pesquisa testou o efeito da molécula pTOS em camundongos, com tratamento contínuo que resultou em perda de peso sem efeitos adversos aparentes.
O estudo revelou que a molécula permanece ativa em mamíferos após a digestão e ajuda a regular hormônios ligados ao controle da alimentação. Ao comparar padrões de jejum entre camundongos e pítons, observou-se grande diferença na resposta metabólica entre as espécies, especialmente após a alimentação.
Na pesquisa, camundongos receberam pTOS por via oral diária e uma redução de 9% no peso corporal foi registrada, sem alterações na ingestão de água, atividade física ou gasto energético. A absorção de nutrientes não foi comprometida e não houve mudança relevante no nível de insulina.
Efeitos em mamíferos
Nos experimentos em humanos, a molécula aumentou o pTOS no sangue após as refeições, com variação de até cinco vezes em indivíduos saudáveis sob dieta habitual ou rica em gordura. Em outra etapa, após jejum de 6,5 horas, três refeições com líquido e sólido elevaram o pTOS no plasma, indicando resposta acelerada à saciedade.
O pTOS atua estimulando o VMH, área do hipotálamo associada à sensação de saciedade. Os dados sugerem potencial para o tratamento da obesidade com doses controladas, mantendo a segurança em termos de absorção de glicose, lipídios e proteínas.
As pesquisas continuam para confirmar efeitos a longo prazo e estabelecer protocolos clínicos, com acompanhamento da resposta metabólica e segurança em diferentes perfis. O estudo é conduzido com supervisão de pesquisadores e publicado na Nature.
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