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Dia Mundial da Tuberculose novos antibióticos podem combater a doença

Nova classe experimental de antibióticos mira o complexo ClpC1–ClpP1P2, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes contra TB e cepas resistentes

Nanopartículas com antibióticos pode acelerar tratamento da tuberculose
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  • Pesquisadores da Universidade de Sydney e do Centenary Institute identificaram como uma nova classe de antibióticos em fase experimental consegue bloquear a bactéria responsável pela tuberculose.
  • O estudo, publicado na Nature Communications, analisou três antibióticos naturais — ecumicina, ilamicina e ciclomarina — atuando sobre o complexo ClpC1–ClpP1P2, essencial para a sobrevivência da Mycobacterium tuberculosis.
  • Interromper esse sistema faz a bactéria perder a capacidade de sobreviver, apontando para terapias mais eficazes e para o combate a cepas resistentes.
  • A tuberculose continua sendo uma crise global, com aproximadamente 1,2 milhão de mortes por ano, e o aumento de variantes resistentes tem preocupado regiões da Ásia-Pacífico.
  • O professor Richard Payne ressaltou o potencial terapêutico do direcionamento do sistema de degradação de proteínas e a importância de entender as interações para desenhar a próxima geração de antibióticos antituberculose.

Com pesquisadores da Universidade de Sydney e do Centenary Institute, uma nova classe de antibióticos em fase experimental pode bloquear a bactéria causadora da tuberculose. O estudo, divulgado no âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, aponta mecanismos promissores para terapias mais eficazes. A pesquisa revisa como esses compostos atuam no sistema de sobrevivência da Mycobacterium tuberculosis.

A investigação analisa a ação de três antibióticos naturais — ecumicina, ilamicina e ciclomarina — sobre um conjunto proteico essencial à bactéria. O foco foi o complexo ClpC1–ClpP1P2, responsável por degradar proteínas defeituosas e manter funções vitais.

Sobre o estudo

O trabalho, publicado na Nature Communications, envolve a análise de alterações em milhares de proteínas da bactéria durante os experimentos. A primeira autora, Isabel Barter, destacou que observar quase toda a rede proteica permitiu entender como a interrupção do complexo impacta a estrutura interna da bactéria.

Segundo o pesquisador líder, o professor Richard Payne, o sistema de degradação de proteínas ainda é pouco explorado no desenvolvimento de fármacos, mas tem grande potencial terapêutico. Payne coordena o Centro de Excelência ARC para Engenharia de Peptídeos e Proteínas.

A equipe ressalta que o direcionamento do ClpC1–ClpP1P2 pode abrir caminho para uma nova geração de antibióticos. Esses medicamentos podem atuar mesmo contra cepas de TB resistentes, um dos maiores desafios globais no controle da doença.

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