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Pílula de insulina pode substituir injeções no tratamento do diabetes

Estudo aponta insulina oral que atravessa o intestino, reduzindo doses e mantendo eficácia próxima às injeções, com potencial de transformar o tratamento do diabetes

Insulina em comprimido pode substituir injeções. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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  • Estudo publicado na revista Molecular Pharmaceutics, liderado por Shoma Chikamatsu et al., em 2025, apresenta estratégia para absorção oral da insulina.
  • O desafio é que o sistema digestivo quebra proteínas, e o intestino não absorve a insulina intacta, tornando difícil a via oral.
  • A Universidade de Kumamoto desenvolveu um peptídeo cíclico especial que funciona como transportador, permitindo que a insulina alcance a corrente sanguínea.
  • Foram testadas duas estratégias: mistura com peptídeos modificados e ligação direta à insulina; em ambos os casos houve redução significativa dos níveis de glicose, com eficácia similar às injeções.
  • A absorção alcançou cerca de 33% a 41% da eficácia da aplicação subcutânea; os próximos passos envolvem estudos em humanos e etapas clínicas.

A insulina em comprimido pode substituir injeções, segundo estudo publicado na revista Molecular Pharmaceutics. Liderado por Shoma Chikamatsu, o trabalho de 2025 envolve pesquisadores da Universidade de Kumamoto, no Japão. A pesquisa aponta uma estratégia para absorção oral da insulina.

Tradicionalmente, proteínas como a insulina são degradadas no trato digestivo, dificultando a absorção pelo intestino. Experimentos anteriores exigiam doses altas ou falhavam, limitando a viabilidade clínica.

A abordagem usa um peptídeo cíclico especial que atua como transportador, atravessando a barreira intestinal. Dois caminhos foram testados: mistura com peptídeos modificados e ligação direta à insulina, ambos visando facilitar o transporte para a corrente sanguínea.

Como funciona

Os resultados indicam redução significativa dos níveis de glicose após administração oral, com efeito similar ao das injeções em modelos experimentais. Em ambos os cenários, a insulina alcançou absorção mais estável que em estudos anteriores.

A principal vantagem observada foi a possibilidade de usar doses menores. A absorção ficou entre 33% e 41% da eficácia da aplicação subcutânea, indicador promissor para futuras aplicações clínicas.

Resultados e próximos passos

Apesar dos ganhos, os testes até agora ocorreram em modelos animais, não em humanos. Pesquisadores seguem para simulações que replicam o intestino humano e fases pré-clínicas.

Se confirmada em humanos, a insulina oral pode ampliar conforto, adesão diária e reduzir o estresse associado às injeções. A tecnologia também abre caminho para outros biológicos administrados por via oral.

Perspectivas futuras

A continuidade dos estudos visa validar segurança, biodisponibilidade e eficácia em pacientes. A pesquisa recente reforça a possibilidade de evolução para aplicações clínicas, mantendo o foco na neutralidade e na precisão das informações.

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