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Milho floculado amplia uso na pecuária e aumenta eficiência

Milho floculado avança na pecuária brasileira, aumenta digestibilidade do amido e melhora a conversão alimentar, com interesse de investidores estrangeiros

Tecnologia eleva digestibilidade do milho, melhora ganho de peso dos bovinos e desperta interesse internacional
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  • O milho floculado está ganhando espaço na pecuária brasileira como opção para aumentar a eficiência em confinamentos.
  • A tecnologia, consolidada no exterior, começa a ser adotada no Brasil, com interesse de empresas estrangeiras, incluindo a China.
  • O processo envolve tratamento térmico com vapor e prensagem, transformando o grão em lâminas finas para funcionar como uma “pré-digestão” do amido.
  • A digestibilidade do amido pode chegar a 90% a 95%, acima dos cerca de 80% do milho convencional, melhorando a conversão alimentar.
  • Os benefícios incluem menor desperdício de ração no cocho e redução do risco de distúrbios digestivos, como acidose, em dietas de alto concentrado.

O milho floculado começa a ganhar espaço na pecuária brasileira como alternativa para aumentar a eficiência em confinamentos. A novidade melhora a digestibilidade do amido, potencializando o ganho de peso e a conversão alimentar.

Segundo o diretor-executivo da Nutripura, Roberto Aguiar, a prática é recente em regiões como Mato Grosso, mas já é amplamente utilizada em outros países. Produtores buscam maior eficiência na nutrição animal com essa tecnologia.

O interesse internacional também tem chamado a atenção de empresas estrangeiras. Raymond Liu, da Ningbo Intelligent Technology, afirmou à CNN Brasil que já há equipamentos de floculação operando no Brasil e que a China acompanha o desenvolvimento da alimentação animal no país.

Tecnologia e impacto no desempenho

O processo, que combina tratamento térmico com vapor e prensagem, transforma o milho em lâminas finas, aumentando a digestibilidade do amido. Em andamento, a técnica atua como uma pré-digestão do alimento.

Especialista da Esalq/USP, o Dr. Luiz Gustavo Nussio explica que o método facilita a ação de bactérias do rúmen e enzimas intestinais, acelerando a absorção de nutrientes. A digestibilidade pode chegar a 90% a 95%.

Com esse ganho, antecipa-se o peso, reduz o desperdício de ração e diminui o risco de distúrbios digestivos, como acidose, comuns em dietas de alto concentrado em confinamentos.

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