- A Nasa suspendeu o projeto Gateway, que previa uma estação em órbita da Lua, para priorizar infraestrutura de superfície sustentável.
- A agência planeja reaproveitar componentes do Gateway para financiar uma base na superfície lunar, avaliada em US$ 20 bilhões, com sete anos de construção.
- O processo está dividido em três fases: passagem de missões esporádicas para uma operação mais repetível, implantação de infraestrutura semi-habitável com um módulo habitacional móvel e, por fim, infraestrutura robusta para presença humana contínua.
- Também está nos planos enviar uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte.
- A reformulação ocorre junto com o ajuste do programa Artemis, que busca levar cidadãos de volta à Lua antes de a China, estimado por volta de 2030.
A Nasa anunciou o cancelamento do projeto Gateway, que previa uma estação espacial na órbita da Lua. A decisão, comunicada nesta terça-feira, busca concentrar recursos em infraestrutura de operações de superfície sustentáveis, explica o chefe Jared Isaacman. O objetivo é redirecionar esforços e parcerias internacionais para novas etapas.
A agência pretende reaproveitar componentes do Gateway para construir uma base lunar avaliada em US$ 20 bilhões. O plano prevê sete anos de construção, dividido em três fases, com foco em presença humana na Lua. O Projeto visa tornar as atividades mais repetíveis, acelerando o ritmo de exploração.
A primeira fase transforma missões esporádicas em operações regulares. Na segunda, entram infraestruturas semi-habitáveis, incluindo um módulo habitacional com rodas para deslocamento, fornecimento de energia e aquecimento, além de veículos de exploração. A terceira etapa consolida a presença humana contínua.
Reformulação do programa lunar
A decisão coincide com a reformulação do programa Artemis, que também busca retornar cidadãos à Lua. O Gateway já enfrentava críticas por ser visto como desperdício de recursos e atrasos.
Além disso, a Nasa mantém planos de enviar uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte, entre as iniciativas anunciadas para ampliar a atuação humana no sistema solar. O objetivo é avançar em tecnologia de longo prazo e capacidades de apoio logístico.
Cenário estratégico e prazos
O anúncio ocorre em meio à corrida tecnológica e geopolítica com a China, que planeja chegar à superfície lunar por volta de 2030. A Nasa afirma que a nova estratégia concentra recursos para operações de superfície, com metas de presença humana mais estáveis e sustentáveis.
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