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Nova espécie de anfíbio incomum é descoberta no Brasil

Nova espécie de anfíbio do Permiano é encontrada no Piauí e Maranhão; mandíbula incomum sugere possível alimentação de plantas

Mandíbula do tetrápode basal Tanyka Amnicola
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  • Descoberta de uma nova espécie de anfíbio chamada Tanyka Amnicola, que viveu há cerca de 280 milhões de anos, no Permiano.
  • A pesquisa foi realizada na Universidade Federal do Piauí e envolveu fósseis encontrados entre 2012 e 2023.
  • O estudo, publicado em 17 de março na revista Proceedings of the Royal Society B., aponta características inéditas, especialmente na mandíbula e nos dentes.
  • São nove mandíbulas da espécie encontradas em Nazária (PI) e em Timon e Pastos Bons (MA).
  • A equipe é internacional, com pesquisadores de Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul e Reino Unido, e indica evidências de um anfíbio possivelmente herbívoro.

A nova espécie de anfíbio chamada Tanyka Amnicola, que viveu há cerca de 280 milhões de anos, foi identificada no Brasil. A descoberta remonta ao Período Permiano, na Era Paleozóica, com fósseis analisados pela UFPI. O estudo durou mais de uma década.

Os primeiros fósseis foram encontrados em 2012 e os novos materiais surgiram em 2023. As peças passaram por limpeza e análises detalhadas, confirmando traços únicos na mandíbula e na disposição dos dentes. A observação é de que o animal poderia ter alimentado-se de plantas.

O estudo foi publicado em 17 de março na revista Proceedings of the Royal Society B., consolidando as características inéditas do grupo de anfíbios. A research explica que é a primeira evidência de um anfíbio fóssil com possível alimentação de plantas.

Nove mandíbulas pertencentes à espécie foram identificadas. Os fósseis foram encontrados em Nazária, no Piauí, e em Timon e Pastos Bons, no Maranhão. Essas localidades são reconhecidas por sua relevância paleontológica.

A pesquisa envolveu pesquisadores de instituições dos Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul e Reino Unido. A colaboração internacional reforça o caráter multilateral do estudo e a importância regional dos sítios onde as peças foram localizadas.

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