- A professora Soledad Palameta Miller, da Unicamp, foi solta na tarde de terça-feira (24) após audiência de custódia, apesar de existir evidências do crime.
- A juíza Valdirene Ribeiro de Souza Falcão confirmou provas concretas e indícios de autoria, e o Ministério Público Federal pediu liberdade provisória com medidas cautelares.
- A decisão impôs: comparecimento mensal à 9ª Vara Federal de Campinas; proibição de sair de Campinas por mais de cinco dias sem autorização; fiança de dois salários mínimos; proibição de acesso aos laboratórios da Unicamp; e proibição de viajar ao exterior sem autorização.
- O MPF manifestou-se pela liberdade, enquanto a defesa destacou que Soledad é mãe de dois filhos pequenos; a conversão em prisão preventiva foi negada.
- O furto ocorreu em 13 de fevereiro, quando caixas com amostras virais desapareceram do Laboratório de Virologia Animal da Unicamp; as amostras foram localizadas em freezers de outros laboratórios dentro da instituição.
Soledad Palameta Miller, professora da Unicamp, foi solta após audiência de custódia realizada na tarde de terça-feira (24). Ela havia sido presa em flagrante na segunda (23) suspeita de furtar vírus armazenado em laboratório da universidade. A decisão ocorreu na 9ª Vara Federal de Campinas.
A autoridade giudiciária confirmou a existência de provas do crime e indícios de autoria, segundo o Ministério Público Federal, que pediu liberdade provisória com medidas cautelares. A defesa alegou motivos familiares para pedir relaxamento da prisão.
A Justiça afastou a prisão preventiva e concedeu liberdade provisória com monitoramento. Entre as medidas impostas estão comparecimento mensal à vara, restrição de viagens, fiança de dois salários-mínimos, proibição de acesso aos laboratórios da Unicamp e obrigação de não deixar o país sem autorização.
O furto ocorreu na manhã de 13 de fevereiro, quando caixas com amostras virais do Laboratório de Virologia Animal somam o acervo da universidade. O material estava em área NB-3, ambiente de alta biossegurança, e a ausência foi notada por uma pesquisadora com acesso autorizado.
Investigadores apuram que a professora não possuía laboratório próprio na Faculdade de Engenharia de Alimentos, usando espaços de terceiros. Ela contou com a apoio de uma mestra para abrir portas e, após subtrair as amostras, as transferiu para outros setores da universidade.
A polícia localizou as amostras escondidas dentro de freezers de laboratórios diferentes, com o material aberto e manipulado. Também foram encontrados frascos descartados em lixeira de instalações como o Lemeb e o Laboratório de Cultura de Células.
A prisão ocorreu durante investigações após comunicação da instituição sobre o desaparecimento. As buscas foram realizadas na residência de Soledad e também no local de trabalho; a professora permaneceu em silêncio durante o interrogatório.
A Polícia Federal coordenou a operação, com apoio técnico da Anvisa. Os suspeitos respondem por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de material geneticamente modificado. A Unicamp informou que colabora com as autoridades.
Soledad nasceu na Argentina e tem 36 anos. Ela é docente da FEA desde agosto de 2025 e já coordenava o Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos, onde o material foi subtraído. Possui doutorado em Ciências pela Unicamp/LNBio e registro de patente relacionada a nanopartículas imunomoduladoras.
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