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Artemis II: bastidores da missão lunar sob análise da NASA

Na Sala de Controle, decisões em tempo real definem a viabilidade da Artemis II, primeira missão tripulada ao redor da Lua em cinquenta anos

Charlie Blackwell-Thompson, diretor de lançamento da Artemis II, discursa durante uma coletiva de imprensa no Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral, na Flórida, em fevereiro • Brendan McDermid/Reuters
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  • A missão Artemis II vai exigir que uma equipe da Sala de Controle de Lançamento 1, no Centro Espacial Kennedy, supervise os preparativos finais para o voo tripulado ao redor da Lua, com quatro astronautas a bordo.
  • A Diretora de Lançamento Charlie Blackwell-Thompson lidera o processo e dará a autorização final minutos antes da contagem regressiva; ela é a primeira mulher nesse cargo na Nasa.
  • A contagem regressiva oficial começa 49 horas e 15 minutos antes do lançamento, com decisões de “prosseguir ou não” baseadas em critérios como temperatura, vento, nuvens e condição do veículo.
  • O voo envolve o foguete Space Launch System transportando a cápsula Orion; cerca de 24 horas após o lançamento ocorre a injeção translunar para colocar a nave na trajetória para a Lua.
  • Durante a missão, haverá um período de cerca de 45 minutos sem contato com a Orion quando ela estiver atrás da Lua, momento em que o CapCom (comunicador de cápsula) garante instruções claras à tripulação.

A missão Artemis II, da Nasa, está prevista para decolar em breve com quatro astronautas a bordo, em um voo tripulado ao redor da Lua. A Supervisão ocorre na Sala de Controle de Lançamento 1, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com foco em dados, decisões e critérios de autorização de lançamento.

A equipe de controle é chefiada por Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento do programa Exploration Ground Systems. Ela autorizaria a decolagem 49 horas e 15 minutos antes do lançamento, avaliando condições como temperatura, vento e estado do veículo. Artemis II será o primeiro voo tripulado do programa em 50 anos.

Blackwell-Thompson já conduziu lançamentos da Artemis I, a missão não tripulada que circulou a Lua em 2022. Atua há 30 anos na Nasa e lidera a contagem regressiva, além de coordenar o abastecimento de propelente e critérios de autorização que definem se o lançamento avança ou é adiado.

Ao iniciar a contagem, a Sala de Controle de Lançamento fica em silêncio intenso. A decisão final depende de vários dados em tempo real, como desempenho dos sistemas da nave e condições de voo. A equipe trabalha para confirmar que tudo está pronto para voar.

Ao tocar o sinal verde, o foguete Space Launch System com a cápsula Orion é lançado. Em Houston, a equipe de diretores de voo assume a supervisão até o retorno da Orion ao Oceano Pacífico, aproximadamente 10 dias após o lançamento.

A transição entre controle de lançamento e controle de missões ocorre com treino constante. Diretores de voo monitoram a nave durante a injeção translunar, após a qual a Orion contorna a Lua e retorna ao planeta. A comunicação com a cápsula é mantida pelo CapCom.

Entre os desafios técnicos, a equipe avalia como a Orion operará com astronautas a bordo. Questionamentos sobre remoção de dióxido de carbono, funcionamento do sistema de geração de água e gestão de resíduos serão observados nas primeiras horas de operação.

A missão prevê que, cerca de 24 horas após a decolagem, o propulsionador da Orion seja acionado para estabelecer a trajetória translunar. O momento crítico pode ocorrer quando a cápsula ficar sem contato direto com a Terra durante a passagem atrás da Lua.

O período de ausência de comunicação dura cerca de 45 minutos, momento em que a tripulação pode registrar imagens marcantes. A expectativa é de continuidade das operações assim que a Orion reaparecer e retomar o contato com o chão.

Stan Love atua como CapCom, garantindo instruções claras à tripulação. O diretor de voo Rick Henfling descreve a reentrada como o trecho final, próximo ao pouso no Pacífico, com suporte técnico para eventuais dúvidas da tripulação.

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