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COP15 no Brasil promove integração entre povos e territórios

Bosque da COP15 nasce em Campo Grande com 250 mudas para fortalecer habitat de espécies migratórias e favorecer a nidificação da arara-azul

Diversos convidados plantam mudas, durante inauguração do Bosque da COP15, onde foram plantadas 250 mudas. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
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  • Em Campo Grande, COP15 criou o Bosque da COP15, com 250 mudas de espécies nativas do Cerrado e frutíferas plantadas.
  • As mudas incluem sapoti, pitanga, angico e manduvi, que ajudam a atrair a arara-azul para nidificação.
  • Pela manhã, a plenária indicou que mais de 100 itens da agenda devem ser encaminhados à plenária final, no domingo.
  • O Brasil lidera medidas como o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios da Amazônia e ações internacionais para tubarões-mangona e tubarão-peregrino.
  • Estão previstas inclusões em listas da CMS para espécies, como Anexo I e Anexo II; o Brasil retirou a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso do Anexo II.

Durante a tarde deste sábado, centenas de participantes da COP15 em Campo Grande plantaram 250 mudas, formando o Bosque da COP15. O espaço reúne árvores nativas do Cerrado e espécies frutíferas, como sapoti, pitanga, angico e manduvi.

Diplomatas, delegados, representantes de movimentos ambientalistas e moradores da cidade participaram do ato, alinhados ao tema Conectando a Natureza para Sustentar a Vida. O objetivo é criar um legado concreto para a proteção das espécies migratórias.

A secretária executiva da CMS, Amu Fraenkel, afirmou que a ação local é parte do esforço global da conferência. A bióloga Sílvia Ray Pereira, da Gerência de Arborização da prefeitura, ressaltou que o bosque integra um projeto urbano de miniflorestas para aquilo que já havia sido iniciado no ano anterior.

Bosque da COP15

Foram plantadas 250 mudas de espécies nativas do Cerrado e frutíferas, entre elas o manduvi, essencial para a construção de ninhos pela arara-azul. A iniciativa visa atrair espécies que já retornam à cidade e ampliar áreas verdes para a fauna e a população.

Segundo Pereira, a escolha do local favorece a conectividade entre áreas verdes e áreas públicas, contribuindo para a saúde urbana e a conservação de animais silvestres. A arara-azul pode encontrar no Bosque da COP15 um ambiente seguro para nidificação.

Plenária

Na manhã, a plenária que antecede o último dia da COP15 avaliou as demandas apresentadas. O objetivo foi encaminhar a maior parte dos mais de 100 itens para a plenária final, com o aval esperado pela maioria dos representantes.

O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, informou que as deliberações devem ser adotadas formalmente na sessão final. Entre as ações apoiadas pelo Brasil estão a proteção de grandes bagres migratórios amazônicos e a cooperação internacional para tubarões específicos.

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