- O novo chefe da Nasa, Jared Isaacman, apresentou planos para uma base lunar, com investimento estimado em US$ 20 bilhões nos próximos sete anos, via dezenas de missões.
- A estratégia prevê reaproveitar parte do hardware do Gateway para apoiar a base lunar e simplificar a infraestrutura orbital.
- A agência busca aumentar significativamente os pousos robóticos que transportam carga e instrumentos à Lua, com a meta de tornar os pousos mensais.
- Artemis II está programada para 1º de abril e poderá orbitar a Lua sem pousar; o objetivo é levar astronautas de volta à superfície no início de 2028.
- O plano implica mudanças de requisitos e contratos, com foco em evitar custos excessivos e em reduzir atrasos observados em projetos anteriores.
A Nasa apresentou, em Washington, um redesenho de seus objetivos. Com um foco maior na construção de uma base na Lua, o plano envolve dezenas de missões no decorrer dos próximos anos. O anúncio ocorreu sob a gestão do novo administrador, Jared Isaacman.
Segundo Isaacman, a base lunar não surgirá da noite para o dia. A agência deve investir aproximadamente US$ 20 bilhões nos próximos sete anos, para viabilizar a construção por meio de várias missões. Ainda não ficou claro quanto desse montante sairá de fontes já existentes.
O presidente da Nasa também sinalizou mudanças nos projetos existentes, incluindo o fim da parceria internacional para a estação Gateway em órbita lunar. Os recursos do Gateway devem ser reaproveitados para apoiar a base lunar e missões de superfície.
Mudança de estratégia e financiamento
A ideia é ampliar o número de pousos robóticos com carga científica para a Lua, visando torná-los mensais. Atualmente, quatro módulos de pouso foram enviados desde 2024, com resultados variados, segundo a agência.
Paralelamente, Artemis II segue prevista para 1º de abril, com a missão orbital em torno da Lua, sem pouso. O objetivo final é retomar pousos humanos no início de 2028, abrindo caminho para visitas mais frequentes à superfície lunar.
A Nasa planeja manter parcerias com o setor privado, mas reforça que não repetirá erros do passado, quando contratos excederam orçamentos e atrasaram projetos como Orion e SLS. A ideia é ajustar contratos para maior previsibilidade.
Entre na conversa da comunidade