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Artemis II: tecnologia da Orion viabiliza retorno humano à Lua

Orion sustenta tripulação em voo profundo na Artemis II, testando ECLSS, purificadores de CO₂ regenerativos e cockpit digital, com reentrada refinada e sistema de aborto ativo

A Orion foi adaptada para sustentar a vida humana no espaço profundo sem depender da Terra
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  • A Orion foi redesenhada para Artemis II, assumindo função tripulada além da órbita terrestre, com o Módulo de Serviço Europeu fornecendo propulsão, energia, oxigênio e água.
  • A cápsula abriga quatro astronautas e incorpora sistemas autônomos de suporte à vida, navegação e gestão de recursos para permanência no espaço profundo.
  • Em Artemis II, será testado pela primeira vez o Sistema de Controle Ambiental e Suporte à Vida, com depuradores regenerativos de dióxido de carbono e sensores a laser para monitorar a qualidade do ar.
  • O sistema de água e resíduos será testado em condições reais, e o Glass cockpit, painel digital, fará sua primeira operação humana no espaço profundo.
  • O abortamento de lançamento será acionado em caso de falha; a reentrada foi aperfeiçoada com ajuste de ângulo e uso do skip reentry, reduzindo picos de aquecimento.

A Artemis II marca a volta da exploração humana à Lua com a espaçonave Orion, já remodelada desde o conceito inicial dos anos 2000. A missão muda o papel da Orion de veículo de teste para cápsula capaz de abrigar e sustentar quatro astronautas além da órbita terrestre.

A transformação da Orion envolve dois módulos: a cápsula pressurizada e o Módulo de Serviço Europeu (ESM), fornecido pela Agência Espacial Europeia. O ESM fica acoplado à base e chega com propulsão, energia, oxigênio e água a bordo.

A Orion passa a operarar com sistemas autônomos de suporte à vida, navegação e gestão de recursos. O interior é projetado para funcionar como um sistema fechado, sem depender de reabastecimento contínuo da Terra.

Arquitetura da Orion

Na missão Artemis II, o Sistema de Controle Ambiental e Suporte à Vida (ECLSS) será testado com tripulação. A atmosfera interna precisa permanecer respirável, com sensores a laser para monitorar a pureza do ar.

Depuradores de dióxido de carbono regenerativos serão usados para manter o ar limpo. Em vez de filtros descartáveis, a tecnologia expulsa gases tóxicos para o vácuo, possibilitando um ciclo contínuo de respiração.

O gerenciamento de água e resíduos também será avaliado em condições reais, assegurando funcionamento confiável na órbita lunar, onde reabastecimento é inviável.

O *glass cockpit* da Orion entra em operação humana pela primeira vez no espaço profundo. Painéis digitais substituem instrumentos analógicos, ampliando a interface com a tripulação.

A habitabilidade será verificada pela ergonomia interna, com assentos que absorvem impactos, layout compacto e mobilidade ampliada em microgravidade. Trajes intraveiculares e a integração com ventilação e oxigênio também serão testados.

Segurança e reentrada

Para a presença de astronautas, o Sistema de Aborto de Lançamento é ativado. Em caso de falha durante a decolagem, ele separa rapidamente a cápsula do foguete para levar a tripulação a distância segura.

A Artemis I apresentou desgaste no escudo térmico durante a reentrada; a NASA ajustou o perfil de entrada para reduzir picos de aquecimento. O novo método usa ângulo de entrada mais preciso e o recurso de *skip reentry* para distribuir melhor a carga térmica.

Com as mudanças, Artemis II valida um perfil de reentrada essencial para operações lunares tripuladas. O programa também consolida avanços tecnológicos para futuras missões, inclusive a exploração de Marte.

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