- Bluesky é uma rede social com foco no protocolo descentralizado AT (protocolo de transporte autenticado), que pode ser usado por qualquer pessoa para criar redes interconectadas.
- O objetivo é permitir que usuários movam identidade, contatos e dados entre aplicativos e serviços, mantendo a interoperabilidade entre plataformas.
- O Bluesky oferece escolha algorítmica, moderação componível e a possibilidade de hospedar ou delegar o hosting de servidores, com feeds personalizáveis e ferramentas como “kits iniciais”.
- Embora a experiência de uso do Bluesky seja similar à do X, a maior inovação reside no protocolo AT, que pode permitir uma federação de redes sociais e combater centralização.
- A base de usuários do Bluesky é de cerca de 43 milhões, com investimentos recentes de 15 milhões em 2024 e 100 milhões na rodada de Série B em 2025, em comparação com mais de 404 milhões de usuários ativos diários do X no mesmo período.
O Bluesky é apresentado como uma rede social descentralizada que busca ir além do simples aplicativo. O serviço oferece recursos familiares aos usuários de X, como comentários, curtidas e repostagens, com algumas diferenças sutis, como um limite de 265 caracteres por post. Além disso, o Bluesky já adicionou mensagens diretas, GIFs, vídeos e cashtags.
Entre os recursos, destacam-se feeds personalizados e “kits iniciais” com convites para recomendar feeds e usuários. O uso de bloqueio é semelhante ao observado em outras plataformas, permitindo ocultar posts e restringir interações. Em agosto de 2024, foram incluídos recursos anti-toxidade para desmarcar citações e ocultar respostas.
Protocolo AT: a inovação central
Embora a experiência do usuário tenha semelhanças com o X, o objetivo do Bluesky é oferecer um protocolo de rede social descentralizado, chamado protocolo de transporte autenticado (AT). A tecnologia é aberta e pode ser utilizada por qualquer pessoa ou empresa, assim como ocorre com blockchains públicas.
O AT permite a criação de uma federação de redes sociais que podem interagir entre si. Usuários podem hospedar seus próprios servidores ou delegar a hospedagem a terceiros, mantendo controle sobre dados e relacionamentos. A proposta visa proteger dados e reduzir a influência de grandes entidades centralizadas.
Impacto para usuários e interoperabilidade
Com o AT, não é necessário abandonar o Bluesky para migrar entre plataformas. Perfis, contatos e mensagens podem ser transferidos para serviços compatíveis com o protocolo, minimizando fricção ao trocar de serviço. A interoperabilidade é vista como passo-chave rumo à descentralização.
O Bluesky também aposta em recursos de verificação e uso de nomes de domínio como identidade, fortalecendo a confiabilidade entre usuários. A plataforma propõe ainda “moderação componível” e um mercado de algoritmos, com alternativas de feeds cronológicos ou personalizados.
Rumo ao futuro e cenário de mercado
O Bluesky disputa espaço com outras redes descentralizadas que ganharam força após a aquisição do Twitter em 2022, como Nostr, Mastodon e Threads. Enquanto o X, do ex-CEO Elon Musk, registra centenas de milhões de usuários ativos, o Bluesky soma dezenas de milhões.
Financiamentos recentes fortalecem a perspectiva de crescimento: US$ 8 milhões (2023), mais US$ 15 milhões (outubro de 2024) e US$ 100 milhões na Série B (abril de 2025). Analistas apontam que, ainda que o cenário seja incipiente, a tendência é de maior transparência e interoperabilidade entre plataformas.
Entre na conversa da comunidade