- Estudo publicado na Nutrients, em 5 de março de 2026, mostrou que curcumina e EGCG não oferecem benefícios adicionais em relação ao placebo para depressão, ansiedade e estresse.
- Ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo com 64 adultos com 18 a 50 anos durou oito semanas; um grupo recebeu EGCG (350 mg) + curcumina (1330 mg) diariamente e o outro, placebo.
- Ao final, houve melhoria de humor, sono e atividade física em ambos os grupos; houve aumento leve de BDNF, mas sem significância estatística; não houve diferença entre os grupos.
- Possíveis explicações para a melhora incluem mudanças comportamentais e hábitos ao longo do estudo, como melhor sono, maior atenção à saúde, redução do consumo de açúcar e aumento de frutas e vegetais.
- Conclusão prática: suplementos isolados não são solução para saúde mental; hábitos de vida saudáveis e consistentes são mais relevantes para o bem-estar.
Entre 64 adultos com idade entre 18 e 50 anos, um estudo publicado na Nutrients em 5 de março de 2026 avaliou se a curcumina e o epigalocatequina-3-galato (EGCG) influenciam humor, ansiedade, estresse e o nível de BDNF. O objetivo era verificar se a combinação superaria o placebo.
Conduzido em formato randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, o ensaio teve duração de 8 semanas. Os participantes foram divididos em dois grupos: EGCG (350 mg) mais curcumina (1330 mg) diários versus placebo.
Metodologia
O estudo avaliou sintomas de humor, qualidade do sono, atividade física e níveis de BDNF no sangue ao longo do período. A amostra incluiu apenas adultos que atenderam aos critérios do protocolo e foram acompanhados de perto pelos pesquisadores.
Resultados principais
Ao final, todos os participantes apresentaram melhora, independentemente de terem recebido suplementos ou placebo. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto a depressão, ansiedade e estresse.
Outros desdobramentos
A pesquisa apontou melhoria no sono e na atividade física em ambos os grupos. O BDNF mostrou aumento leve, sem relevância estatística, sugerindo que a variação hormonal não traduz efeitos diretos dos suplementos.
Fatores adicionais e explicações
Os autores sugerem que mudanças comportamentais durante o estudo podem ter influenciado os resultados, como maior atenção à saúde, ajustes na rotina, sono e prática de atividades físicas. O consumo de açúcar esteve associado a piora de humor, enquanto frutas e vegetais mostraram relação positiva em alguns momentos.
Implicações para a saúde mental
O estudo reforça que suplementos isolados não são solução mágica para saúde mental. Melhorias de humor parecem estar mais ligadas a estilo de vida equilibrado, alimentação saudável, sono adequado e prática física regular.
Considerações finais
Embora curcumina e EGCG possuam potencial biológico, os resultados indicam que seus efeitos sobre o humor não superam o placebo neste cenário. A prática de hábitos saudáveis permanece como estratégia principal para bem-estar mental.
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