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Quando as placas da crosta da Terra começaram a se mover

Evidência direta sugere que a tectônica de placas já ocorria há 3,5 bilhões de anos, moldando a Terra primitiva e influenciando o surgimento da vida

Vulcão La Cumbre em erupção nas ilhas Galápagos, no Equador. Imagem de 2024
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  • Nova pesquisa aponta que as placas tectônicas já se moviam há 3,5 bilhões de anos, no Éon Arqueano, influenciando a formação da Terra.
  • O estudo, liderado por Roger Fu, da Universidade de Harvard, foi publicado na revista Science em 19 de março, e traz a evidência direta mais antiga de tectônica de placas no planeta.
  • Ao analisar 900 amostras de rochas do Cráton de Pilbara Oriental, na Austrália, os cientistas detectaram deriva de latitude de 53° para 77°, com movimento lento ao longo de milhões de anos.
  • Dados paleomagnéticos do Cinturão de Rochas Verdes de Barberton, na África do Sul, indicam que aquela região permaneceu praticamente estacionária, sugerindo movimento relativo entre blocos da litosfera.
  • A pesquisa aponta que a litosfera era segmentada em partes que podiam se mover umas em relação às outras, em vez de uma única crosta contínua.

As pesquisas indicam que as placas tectônicas já se moviam há cerca de 3,5 bilhões de anos, durante o Éon Arqueano, influenciando a configuração da Terra e a evolução de seus habitats. A descoberta sugere que o processo de tectônica de placas já moldava o planeta muito antes do que se imaginava.

A equipe liderada por Roger Fu, da Universidade de Harvard, analisou rochas do Cráton de Pilbara, na Austrália, e comparou dados com o Cinturão de Rochas Verdes de Barberton, na África do Sul. A investigação utiliza paleomagnetismo para reconstruir a posição original das rochas no passado.

Os resultados indicam que a litosfera não era uma única camada contínua, mas sim um conjunto de segmentos que podiam se deslocar entre si. Esse movimento relativo fica evidenciado pela deriva de latitudes observada nas rochas de Pilbara, bem como pela quase imobilidade de Barberton ao longo do mesmo período.

Descoberta e método

Ao analisar 900 amostras de rochas de Pilbara coletadas ao longo de 30 milhões de anos, os pesquisadores identificaram deslocamentos de latitude que variaram de 53 para 77 graus e um giro no sentido horário superior a 90 graus. Esse padrão sugere que a tectônica de placas já operava de forma complexa naquele tempo remoto.

Segundo Alec Brenner, autor principal do estudo, a litosfera antiga era segmentada, permitindo movimentos entre blocos distintos. A leitura de paleomagnetismo revelou, assim, evidências fortes de movimento relativo entre esses blocos. A equipe ressalta a importância de dados de alta qualidade em rochas antigas para subsidiar a conclusão.

Contexto histórico

A pesquisa coloca novas luzes sobre quando a tectônica de placas teve início na Terra. Enquanto alguns especialistas defendem origens há 4,4 bilhões de anos, outros apontam para o último bilhão de anos. O estudo reforça a ideia de que o fenômeno já operava no Arqueano, conectando a tectônica a ambientes que abrigavam formas microbianas primitivas.

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