- Anprovin inaugura em Brasília o Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira, dedicado aos vinhos de inverno.
- O laboratório, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, recebeu investimento de R$ 3,4 milhões e atenderá mais de cinquenta e cinco vinícolas associadas.
- O espaço atenderá o Sudeste, o Centro-Oeste e novas fronteiras vitícolas, como a Chapada Diamantina, na Bahia.
- O objetivo é oferecer análises físico-químicas e sensoriais de alta precisão, além de cursos e treinamentos técnicos para produtores.
- A expansão das regiões produtoras acompanha a adoção da dupla poda, técnica desenvolvida pela Epamig, com cerca de 1,2 milhão de videiras e produção anual próxima de 1 milhão de garrafas, com projeção de crescimento nos próximos anos.
A inauguração do Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira acontece em Brasília, na próxima terça-feira, dia 31. O espaço, voltado à certificação e à pesquisa, será realizado pela Anprovin em parceria com a ABDI, que investiu R$ 3,4 milhões. O objetivo é atender mais de 55 vinícolas associadas.
O centro oferecerá análises físico-químicas e sensoriais de alta precisão e fornecerá suporte técnico, cursos e treinamentos para qualificação profissional no setor. A iniciativa visa fortalecer a produção de vinhos de inverno em regiões além do Sul, como o Centro-Oeste, o Nordeste e o Sudeste.
Fortalecimento de novas regiões
Cláudio Góes, presidente da Anprovin, afirma que o laboratório simboliza o fortalecimento da vitivinicultura brasileira fora do eixo Sul. O espaço apoiará produtores do Centro-Oeste e de novas fronteiras vitícolas, incluindo a Chapada Diamantina, na Bahia.
Segundo o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, a estrutura estimula a inovação no setor. Ele destaca que a tecnologia aumenta a competitividade das vinícolas, ampliando oportunidades de produção e melhoria da qualidade dos Vinhos de Inverno.
Vinhos de inverno
A expansão do mapa de produção está ligada à técnica da dupla poda, desenvolvida por Murillo Regina, da Epamig. O método desloca a colheita para o período seco, favorecendo qualidade das uvas e dos vinhos. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Mato Grosso e DF já integram o polo.
Atualmente, cerca de 1,2 milhão de videiras dessas regiões recebem manejo específico, com produção anual próxima de 1 milhão de garrafas. A expectativa é de crescimento nos próximos três anos conforme a adoção da técnica.
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