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Brasileira responsável pela vacina da dengue negacionistas devem pesquisar mais

Bióloga do Instituto Butantan explica a complexidade de vacina de dose única contra dengue, que envolve quatro sorotipos e avanços em estudos clínicos

Bióloga relatou processo de desenvolvimento da vacina 100% brasileira contra a dengue
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  • Neuza Frazatti, bióloga e responsável pelo desenvolvimento da vacina brasileira contra a dengue no Instituto Butantan, concedeu entrevista à RECORD NEWS na terça-feira (31).
  • A candidata é 100% brasileira e é a primeira no mundo a ser de dose única, com foco em manter imunidade por mais tempo e minimizar reforços.
  • O desenvolvimento envolve entender a interação de quatro sorotipos do vírus da dengue, já que cada um pode ter comportamento e rendimento diferentes na formulação.
  • Os efeitos colaterais esperados incluem dor de cabeça, indisposição, coceira e pequenas manchas vermelhas na pele; a etapa clínica avalia segurança e eficácia.
  • Neuza pediu que quem tenha dúvidas pesquise mais sobre vacinas, destacando os benefícios comprovados e o papel das vacinas na preservação de vidas.

Neuza Frazatti, bióloga e doutora em biotecnologia pela USP, concedeu entrevista exclusiva à RECORD NEWS na terça-feira (31). Ela é responsável pelo desenvolvimento de uma vacina 100% brasileira contra a dengue, criada pelo Instituto Butantan, com dose única.

A pesquisadora destacou que o objetivo é ter imunizante de dose única com proteção duradoura, reduzindo a necessidade de reforços. Ela lembrou que vacinas com várias doses costumam levar o público a não retornar para a segunda aplicação.

Segundo Neuza, existem dois modelos de vacina: vírus atenuado e vírus desativado. A escolha de cada um impacta o número de doses e o tempo de proteção, especialmente para vírus com múltiplos sorotipos como o da dengue.

Desafios na formulação e na avaliação clínica

A bióloga explicou a complexidade de combinar quatro sorotipos distintos. Cada tipo de vírus tem comportamento e rendimento diferentes, exigindo ajuste de quantidades na formulação para atingir uniformidade no produto final.

Ela ressaltou que a complexidade aumenta pela interação entre os vírus, ainda que a origem seja comum. A etapa mais demorada do desenvolvimento foi a condução de estudos clínicos sobre segurança, reação do organismo e eficácia.

A possível ocorrência de efeitos colaterais também foi comentada. Entre os comuns aparecem dor de cabeça e indisposição, enquanto coceira e manchas vermelhas na pele podem ocorrer como reação local da vacina.

Recado à população e perspectivas

Neuza finalizou orientando que o negacionismo seja substituído por busca de informação. Ela enfatizou a importância de consultar fontes confiáveis para entender como as vacinas salvam vidas, destacando o papel da ciência no manejo de doenças como a dengue.

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