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Embrapa pode projetar comida lunar para uso em missões brasileiras à Lua

Rede Space Farming Brazil, liderada pela Embrapa, pesquisa cultivo de plantas para alimentação em estações lunares, com foco em radiação e gravidade reduzida

Embrapa estuda produção de alimentos para futura estação lunar
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  • A Rede Space Farming Brazil, liderada pela Embrapa, estuda alimentos espaciais e busca desenvolver plantas e sementes que se desenvolvam fora da Terra.
  • Cerca de sessenta cientistas participam do projeto, buscando soluções para produzir alimentos em estações lunares, sob radiação elevada, baixa gravidade e ausência de solo.
  • O Brasil é signatário do programa Artemis; a parceria visa desenvolver tecnologias que possam beneficiar os produtores nacionais e contribuir com a exploração da Lua.
  • A CNN Brasil acompanha em série sobre o tema, e a missão Artemis II da NASA, prevista para quarta-feira, deve marcar o retorno de astronautas à órbita lunar.
  • Pesquisadores ressaltam que plantas se adaptam melhor a ambientes inóspitos, o que pode impulsionar estudos que melhorem o uso da água, do solo e da energia na Terra, além de ajudar a enfrentar mudanças climáticas.

A Embrapa lidera uma rede brasileira de pesquisa que investiga alimentos para uso no espaço. A iniciativa Space Farming Brazil busca desenvolver plantas e sementes capazes de se desenvolver fora da Terra, em ambientes lunares.

Coordenada por Alessandra Fávero, a rede busca adaptar cultivos, automação e robótica agrícola desenvolvidos no Brasil para condições extremas de radiação, baixa gravidade e ausência de solo. Cerca de 60 cientistas participam do projeto.

O estudo ocorre no contexto do programa Artemis, do qual o Brasil é signatário desde 2023, com parceria entre Embrapa, AEB e a NASA. A expectativa é que as tecnologias resultantes beneficiem produtores no presente e no futuro.

Segundo pesquisadoras, plantas tendem a lidar melhor com ambientes inóspitos do que humanos, abrindo caminho para melhorias genéticas. A pesquisa pode também trazer ganhos para a Terra, como uso eficiente de água, solo e energia.

Larissa Vendrame, da Embrapa, explica que plantas apresentam mecanismos de defesa e mudanças na expressão gênica que ajudam na adaptação rápida ao espaço, mesmo sob microgravidade e variações de temperatura. Esses insights orientam as cultivares.

Os trabalhos visam identificar cultivares mais adaptadas e eficientes, com impactos potenciais na agricultura terrestre, incluindo manejo hídrico e de nutrientes. O objetivo é compreender o comportamento das plantas sob estresse espacial.

Brasil entrou oficialmente no Artemis em novembro de 2023, por meio de acordo entre Embrapa e a AEB, com participação da NASA para reforçar cooperação científica e de exploração da Lua. A Embrapa atua no desenvolvimento de tecnologias úteis ao espaço.

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